Calor extremo, estiagem e incêndios aumentam o risco de doenças e podem pressionar as unidades de saúde da Capital
Campo Grande pode enfrentar uma forte pressão sobre o sistema de saúde nos próximos meses. O fortalecimento do El Niño deve favorecer calor extremo, períodos de estiagem, incêndios e piora na qualidade do ar, ampliando os riscos para a população.
O Cievs-CG emitiu alerta epidemiológico e orientou profissionais a monitorarem mudanças no número de atendimentos, internações e mortes. A preocupação é evitar que a combinação de eventos climáticos provoque uma sobrecarga capaz de comprometer o atendimento à população.
A fumaça das queimadas pode agravar asma, bronquite, DPOC e outras doenças respiratórias, além de causar irritação nos olhos e nas vias aéreas. Em 2025, as UPAs de Campo Grande chegaram a registrar cerca de 300 atendimentos por dia, mostrando o tamanho do desafio diante de uma possível piora do cenário.
O calor intenso também pode causar desidratação, exaustão, insolação, queda de pressão e agravamento de doenças cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol estão entre os mais vulneráveis. A orientação é reforçar a hidratação, evitar exposição prolongada ao calor e procurar atendimento diante de sintomas graves.
