FCDL-MS alerta para endividamento empresarial e questiona avanço de propostas às vésperas das eleições
A FCDL-MS alerta para os possíveis impactos econômicos da redução da jornada de trabalho e da isenção do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. As duas pautas avançam no Congresso em um momento de forte pressão sobre as empresas brasileiras.
A PEC 221/2019 prevê a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. Já a MP 1.357/2026 zerou o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. Para a entidade, as medidas precisam ser avaliadas também pelos efeitos sobre empregos, custos e competitividade.
A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, afirma que melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores é importante, mas depende de empresas economicamente saudáveis. Ela também critica a criação de condições mais favoráveis para produtos estrangeiros enquanto negócios brasileiros enfrentam elevada carga de custos e impostos.
O alerta ocorre em meio a mais de 9,1 milhões de empresas inadimplentes, com R$ 232,9 bilhões em dívidas, segundo os dados citados pela Federação. A entidade também aponta a busca de empresas brasileiras por condições mais competitivas no Paraguai e questiona o avanço de medidas de forte apelo popular às vésperas das eleições.
Para a FCDL-MS, o país deveria priorizar produtividade, simplificação, segurança jurídica e redução do custo de produção. A Federação questiona quem ficará responsável pela conta econômica das medidas e defende que decisões com impacto nacional sejam avaliadas além do calendário eleitoral.
