Animal invasor não possui predadores naturais no Atlântico e tem espinhos capazes de provocar acidentes graves
Quase 500 peixes-leão foram retirados do litoral de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, durante aproximadamente um mês. A ação é realizada por pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac). O primeiro registro da espécie no município ocorreu em junho de 2026, no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora. Diante da expansão, a prefeitura estabeleceu um plano para monitorar, capturar os animais e reduzir o risco de acidentes.
Pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) vão analisar os exemplares capturados. O plano também determina que os peixes-leão não sejam devolvidos vivos ao mar. Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão se espalhou pelo Atlântico e não possui predadores naturais na região.
Uma única fêmea pode produzir até 2 milhões de ovos por ano, enquanto a espécie se alimenta de peixes e invertebrados nativos, ameaçando a biodiversidade, a pesca e os recifes. O animal também representa risco para pescadores, mergulhadores e turistas. Adultos podem ter até 18 espinhos venenosos, capazes de provocar dor intensa, náuseas e, em casos graves, convulsões.
A recomendação é não tocar no peixe e procurar atendimento médico imediatamente em caso de acidente.
