Especialistas alertam que controle de fronteiras e fiscalização seguem essenciais
O Brasil celebra em 2026 duas décadas sem registros de focos de febre aftosa, consolidando um dos principais avanços da pecuária nacional após conquistar, no ano passado, o reconhecimento internacional de país livre da doença sem vacinação. O marco fortalece a competitividade da carne brasileira no mercado externo, mas especialistas destacam que a vigilância sanitária deve permanecer permanente.
Casos recentes registrados em países como China, Eslováquia e Coreia do Sul demonstram que o vírus continua circulando e representa risco constante. A doença, altamente contagiosa, afeta animais de casco fendido e pode provocar severos prejuízos econômicos e comerciais. Auditores fiscais agropecuários alertam que o status sanitário depende de fiscalização eficiente, controle rigoroso das fronteiras e resposta rápida a eventuais emergências.
Países vizinhos, como Argentina e Paraguai, ainda mantêm a vacinação, enquanto a Venezuela segue como preocupação devido à falta de informações sanitárias. O setor reforça que preservar esse patrimônio sanitário exige investimentos contínuos, estrutura adequada e ações integradas para proteger os rebanhos, a economia e a credibilidade do Brasil no mercado internacional.
