Tecnologia usa óleo de mamona e argila mineral para controlar liberação da ureia
Pesquisadores da Embrapa, em parceria com a Universidade de Ribeirão Preto, Universidade Estadual Paulista e Universidade de São Paulo, desenvolveram um revestimento inovador capaz de liberar fertilizantes de forma controlada na agricultura. A tecnologia utiliza polímero derivado de óleo de mamona combinado com nanoargila mineral para revestir a ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais usados no país. Testes realizados em casa de vegetação com capim-piatã mostraram maior absorção de nitrogênio pelas plantas e aumento da produção de biomassa.
Segundo os cientistas, a inovação reduz desperdícios e diminui impactos ambientais causados pela liberação rápida do fertilizante no solo. A ureia sem revestimento liberou mais de 85% do nitrogênio em apenas quatro horas durante os testes em água. O novo material também permite a produção de revestimentos mais finos e de menor custo para o setor agrícola. A pesquisa é considerada a primeira avaliação brasileira com plantas utilizando revestimento à base de óleo de mamona e nanoargila. Especialistas afirmam que a tecnologia pode ampliar a eficiência da adubação e fortalecer práticas mais sustentáveis no agronegócio nacional.
