
O capitão Vladimir Motin, de 59 anos, natural de São Petersburgo, Rússia, foi condenado a seis anos de prisão por homicídio culposo após a colisão de seu navio cargueiro Solong com o petroleiro americano Stena Immaculate, em 10 de março de 2025, na costa de East Yorkshire, que resultou no desaparecimento e provável morte de Mark Angelo Pernia, de 38 anos. O julgamento no Old Bailey, em Londres, revelou que Motin não manteve vigilância adequada, não avaliou corretamente o risco de colisão e não tomou medidas evasivas, embora o navio-tanque estivesse visível no radar por 36 minutos.
O juiz Andrew Baker afirmou que a tragédia foi causada por complacência e arrogância do capitão, qualificando suas explicações como implausíveis e enganosas. A promotoria destacou que Motin mentiu sobre os fatos para voltar à Rússia, enquanto a defesa admitiu culpa pela colisão, mas contestou a gravidade do homicídio. Motin negou ter dormido ou abandonado o posto, mas o juiz considerou suas declarações falsas e afirmou que a morte de Pernia poderia ter sido evitada. O caso reforça a responsabilidade rigorosa de capitães em acidentes marítimos e a importância da vigilância e protocolos de segurança em rotas comerciais.
A sentença gerou repercussão internacional, servindo como alerta sobre a gravidade da negligência no comando de embarcações. A Justiça britânica deixou claro que a segurança da vida no mar é prioridade absoluta e que erros graves não serão tolerados.
