Rhiad Abdulahad assume lugar do pai em organização criminosa, diz Gaeco
A Justiça negou liberdade ao advogado Rhiad Abdulahad, um dos 18 presos na quarta fase da Operação Successione, realizada em novembro de 2025, após assumir o posto de liderança deixado por seu pai, José Eduardo Abdulahad, foragido desde 2023 por envolvimento com o jogo do bicho. Conforme o juiz José Henrique Kaster Franco, não havia motivos para revisar a prisão preventiva, que segue mantida, enquanto o TJMS analisa o habeas corpus de Rhiad e outros investigados. O Gaeco apontou que o advogado passou a articular e comandar o grupo criminoso, decidindo sobre expansão e novas frentes de exploração de jogos ilegais, substituindo o pai.
O Ministério Público relata que a organização, liderada pelo deputado Neno Razuk, utilizava policiais militares e violência para manter o monopólio do jogo do bicho em Campo Grande e em outras cidades do Estado. Mandados de prisão e busca foram cumpridos em Mato Grosso do Sul e em outros estados, enquanto o grupo é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e roubos.
A denúncia do MPMS requer R$ 36 milhões em reparação de danos e aponta que a organização se mantém ativa, visando consolidar o monopólio e expandir a contravenção. Investigações indicam que o grupo Razuk aproveitou o vácuo deixado pela desarticulação da família Name, iniciada na Operação Omertà, em 2019, e consolidou uma estrutura armada para enfraquecer concorrentes. Rhiad Abdulahad, advogado de confiança da liderança, desempenhou funções que ultrapassam o exercício da advocacia, atuando diretamente na seara criminal. A Justiça reforça que a ação busca transparência e responsabilização de todos os envolvidos, mantendo o combate firme às organizações criminosas que exploram jogos ilegais no Estado.
