Deivis Marcon Antunes foi capturado em operação conjunta da Polícia Federal e Rodoviária Federal enquanto tentava seguir de carro para o Rio de Janeiro
O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira, 3, ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, após retornar de uma viagem aos Estados Unidos. Ele pretendia seguir de carro até o Rio de Janeiro, mas foi interceptado em Itatiaia, na divisa com São Paulo, em operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Deivis havia deixado a direção do fundo em 23 de janeiro, depois da Operação Barco de Papel, que investiga suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção no Rioprevidência.
Durante sua gestão, o fundo aplicou cerca de R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, consideradas de alto risco e sem garantia do Fundo Garantidor de Créditos. Os papéis, emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, tinham vencimentos previstos para 2033 e 2034, e o fundo negocia substituí-los por precatórios federais. Antes de viajar, Deivis evitava a própria residência no Rio de Janeiro, temendo ação da PF. A investigação apura crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de erro à administração pública, fraude à fiscalização, associação criminosa e corrupção passiva. Esta fase da Barco de Papel não tramita no Supremo e foi autorizada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. O Estadão busca contato com a defesa de Deivis Marcon Antunes.
