Dois dos quatro adolescentes investigados pelo espancamento do cachorro comunitário Orelha retornaram ao Brasil na noite de quinta-feira (30), após viagem à Disney, e foram recebidos por uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina no aeroporto, onde houve cumprimento de mandado de busca e apreensão de celulares. Os jovens foram intimados a prestar depoimento e os dispositivos eletrônicos recolhidos serão analisados pela Polícia Científica para extração de dados, complementando apreensões realizadas em operações anteriores.
O caso remonta ao dia 4 de janeiro, quando Orelha, cão de cerca de 10 anos, foi brutalmente agredido na Praia Brava e, devido à gravidade dos ferimentos, submetido à eutanásia no dia seguinte. Pais de dois dos adolescentes e um tio, segundo a polícia, teriam coagido testemunhas e dificultado as investigações, resultando no indiciamento dos três. Enquanto isso, a polícia solicitou o laudo de corpo de delito de Orelha e segue investigando todos os envolvidos.
A repercussão do crime chocou o país e reacendeu o debate sobre violência contra animais. Paralelamente, outro caso recente ocorreu em Toledo, no Paraná, onde o cachorro Abacate foi morto a tiros, e a polícia trabalha para identificar o responsável pelo disparo. A sequência de casos reforça a atenção das autoridades e da sociedade para a proteção animal, evidenciando a necessidade de medidas preventivas e de conscientização.
