Tim Andrews entrou para a história ao receber um rim de porco geneticamente modificado e, posteriormente, um rim humano, algo nunca feito antes. Ele convivia com diabetes e insuficiência renal terminal e viveu 271 dias com o rim de porco, chamado Wilma, antes de apresentar rejeição e retornar à diálise. A cirurgia para o rim humano durou três horas, com regime imunossupressor menor, e permitiu a Andrews recuperar energia e qualidade de vida. Especialistas veem o xenotransplante como solução temporária para a escassez de órgãos, possibilitando manter pacientes vivos enquanto aguardam doadores. Nos Estados Unidos, mais de 100 mil pessoas esperam por órgãos, e apenas uma fração está na lista de transplante.
A diálise, embora essencial, não substitui totalmente a função renal, impactando saúde e bem-estar. Andrews se tornou um símbolo de esperança, mostrando o potencial da xenotransplantação para salvar vidas. O aprendizado obtido com seu caso ajuda a aprimorar protocolos e a preparar futuros pacientes. Ele agora compartilha sua história para incentivar a doação de órgãos, agradecendo à família do doador humano. Seu gesto reforça a importância da ciência aliada à solidariedade e à inovação médica.
