Atriz e modelo Vera Valdez, considerada a primeira supermodelo brasileira, morreu nesta quinta-feira (15), aos 89 anos, conforme comunicado publicado pelo Teatro Oficina nas redes sociais. A instituição homenageou a artista com a mensagem “Voa, Vera! Etherna! Muito amor por essa maneca”, sem detalhar a causa da morte ou os locais de velório e sepultamento. Nascida no Rio de Janeiro em 26 de maio de 1936, filha de diplomatas, Vera viveu desde cedo na Europa, morando em Portugal e na França, onde iniciou sua carreira de modelo nos anos 1950, desfilando para grandes nomes da alta-costura como Christian Dior e Coco Chanel.
Ao retornar ao Brasil no final da década de 1950, começou a se relacionar com atores e entrou para a indústria cinematográfica paulista, estreando em “As Cariocas” (1966), e atuando posteriormente em “Até que o Casamento Nos Separe” (1968), “República da Traição” (1970) e “O Homem Nu” (1971). Vera teve um casamento curto com o ator Luís Linhares, com quem teve uma filha, e mais tarde casou-se com Pedro de Moraes, filho de Vinícius de Moraes, com quem teve Mariana de Moraes, também atriz.
Durante a ditadura militar, Vera e o marido foram presos; ela foi levada ao Doi-Codi sob acusação de porte de cocaína, sofreu tortura e foi internada em um sanatório. Após deixar o país e retornar com a Lei da Anistia no início dos anos 1980, dedicou-se ao Teatro Oficina, dirigido por José Celso Martinez Corrêa. Seus últimos trabalhos como atriz foram no filme “A Alegria É a Prova dos Nove” e na série “Cidade Invisível”, ambos de 2023, consolidando um legado de talento, coragem e pioneirismo na moda, no teatro e no cinema brasileiro.
