Peña enfrenta julgamento político em meio à crise do Banco Ueno e à pressão de manifestantes em Assunção
A crise no Paraguai ganhou mais um capítulo daqueles em que a política parece não ter fim. Santiago Peña pediu 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment, alegando que recebeu pouco tempo para analisar uma acusação de 300 páginas. Pelo visto, a papelada chegou mais rápido que as explicações.
Enquanto Peña tenta ganhar tempo, o Senado mantém o julgamento e se prepara para decidir o futuro político do presidente. A renúncia apresentada também continua parada, já que faltou quórum para os parlamentares analisarem o pedido. O caso ganhou força após o colapso do Banco Ueno, que deixou milhões de clientes preocupados com seus recursos e provocou protestos em Assunção.
A crise financeira virou uma bomba política, e agora as cobranças chegaram diretamente ao Palácio de López. Com a pressão nas ruas e o Congresso dividido, Peña enfrenta uma situação complicada: não consegue deixar o cargo pela renúncia e ainda precisa encarar o impeachment.
No Paraguai, até para sair da Presidência parece que é preciso enfrentar uma maratona parlamentar.
