Autoridades russas informaram que não havia casos confirmados na cidade de Irkutsk, enquanto a investigação sobre a morte continuava
A morte de uma funcionária de um laboratório especializado em peste, na Sibéria, colocou as autoridades russas diante de uma investigação delicada. A pesquisadora morreu em 2 de outubro, em circunstâncias ainda não esclarecidas, e a possibilidade de exposição à bactéria levantou preocupações sobre a segurança sanitária.
O caso levou à quarentena de aproximadamente 200 pessoas, enquanto as autoridades apuram o que aconteceu dentro do instituto. Nas redes sociais, as especulações ganharam força, mas a origem da morte e a eventual ocorrência de contaminação ainda precisavam ser esclarecidas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que mantém contato com o governo russo e acompanha o caso de perto. A ONU, por sua vez, pediu cautela na divulgação de informações, ressaltando que o nome da doença, por si só, já provoca preocupação e exige responsabilidade na comunicação.
Segundo as autoridades russas, não havia casos de peste registrados em Irkutsk até a atualização divulgada em 6 de outubro. A investigação também buscava esclarecer se a morte tinha relação com a peste pneumônica. Por enquanto, alerta existe, mas transformar suspeita em epidemia antes da confirmação seria trocar informação por pânico.
