Estudo reforça que monitoramento pode evitar decisões precipitadas no controle do pulgão
O pulgão-do-sorgo resolveu fazer morada nas lavouras mineiras, mas encontrou concorrentes de peso. Um estudo realizado pela Embrapa Milho e Sorgo, UFSJ e UFLA identificou a presença de joaninhas e moscas-sirfídeo entre os inimigos naturais da praga.
A pesquisa acompanhou duas safras de sorgo forrageiro em Inhaúma (MG) e registrou nada menos que 181.803 pulgões. Desse total, 172.037 eram do Melanaphis sorghi, espécie que dominou o levantamento. Também foram encontrados 280 exemplares de joaninhas e 154 sirfídeos.
Os pesquisadores observaram que a quantidade de sirfídeos acompanhou a movimentação da população de pulgões em determinados períodos. A chuva e outros fatores climáticos também influenciaram a presença das pragas, mostrando que o problema não depende de um único vilão dentro da lavoura.
O uso de inseticidas também alterou a quantidade e a composição dos insetos encontrados. Na prática, o estudo reforça que monitorar a lavoura, observar o clima e preservar inimigos naturais pode ajudar o produtor a decidir quando realmente é necessário agir. Afinal, no campo, até o pulgão tem quem lhe faça oposição.
