Sesau contesta informação, enquanto hospital busca reduzir despesas e reorganizar as contas
A Santa Casa de Campo Grande poderá passar por uma mudança no perfil de atendimento e concentrar os serviços em pacientes de alta complexidade. A proposta foi apresentada pelo novo gestor da instituição, Luiz Alberto Kanamura, após reuniões com o MPMS, Estado e Município.
Segundo Kanamura, a medida pretende reduzir a sobrecarga do hospital e garantir atendimento especializado a pacientes em situações mais graves, como casos cardíacos, neurológicos e queimaduras. A ideia seria direcionar os atendimentos de menor complexidade para outras unidades da rede pública. A Sesau, porém, afirmou que a informação sobre o acordo não procede.
Além da reorganização dos serviços, a Santa Casa terá de enfrentar uma forte contenção de despesas. Entre as medidas previstas está a redução de 20% da folha de funcionários contratados pelo regime CLT. O hospital também deverá prestar contas mensalmente ao Judiciário sobre contratos, despesas, recursos recebidos e medidas adotadas para recuperar a gestão.
A situação financeira ajuda a explicar o aperto. Em 2024, a instituição teria ultrapassado em mais de R$ 10,6 milhões os tetos estabelecidos para atendimentos de alta e média complexidade. O déficit daquele ano chegou a cerca de R$ 98,3 milhões, enquanto o endividamento acumulado supera R$ 544 milhões. Com a Justiça de olho no caixa, novos empréstimos também ficaram proibidos sem autorização dos órgãos responsáveis.
