Rose destacou a aprovação de Projeto de Lei de sua autoria que aumentou a pena para feminicídio, defendeu o fortalecimento das redes de acolhimento e destacou a urgência de ações preventivas e orçamentárias diante dos alarmantes índices de violência contra a mulher no Estado.
Diante dos altos índices de violência contra a mulher registrados em Mato Grosso do Sul, a candidata a deputada federal Rose Modesto reforçou a urgência nos investimentos públicos e conscientização social para conter os casos de feminicídio no Estado.
Durante o bate-papo, a candidata relembrou a complexidade de aprovar mudanças no Código Penal e destacou o impacto do Projeto de Lei de sua autoria na Câmara dos Deputados, que eleva a pena mínima para o crime de feminicídio, de 12 para 20 anos. Segundo ela, o endurecimento das sanções é fundamental para combater a impunidade e dar uma resposta firme às famílias afetadas e à sociedade.
“A sociedade, as famílias de bem e as autoridades deste país não podem aceitar alguém tirar a vida de uma mulher e não ficar preso, às vezes, nem por um ano. É um tapa na cara da sociedade. Nós mudamos isso”, afirmou Rose.
Prevenção e acolhimento às vítimas
Apesar da importância do rigor penal, Rose Modesto enfatizou que o endurecimento das leis não resolve o problema de forma isolada. Ela defende que a interrupção do ciclo de violência depende do fortalecimento de ações preventivas envolvendo a educação nas escolas na sociedade civil organizada, além da garantia de independência financeira e segurança para as mulheres em situação de vulnerabilidade.
Rose apontou o medo de ficar sem proteção e a falta de moradia como grandes obstáculos para que as vítimas rompam com relacionamentos abusivos. Nesse cenário, defendeu o fortalecimento das estruturas de apoio estatal, como a ampliação da Patrulha Maria da Penha, o aumento das delegacias 24 horas, a expansão das unidades da Casa da Mulher Brasileira e a manutenção de casas-abrigo seguras.
“O Estado tem que garantir abrigo, qualificação e emprego para essa mulher sair do ciclo de violência com segurança para ela e para seus filhos”, ressaltou.
Estatísticas
O debate também abordou os dados alarmantes de feminicídio no Estado. Durante o programa, foram lembradas as dezenas de vidas de sul-mato-grossenses ceifadas pela violência de gênero ao longo do ano, com destaque para o mês de agosto, paradoxalmente o período da campanha Agosto Lilás, classificado como um dos mais violentos da história recente do Estado.
Para Rose Modesto, os números evidenciam que o combate à violência contra a mulher deve ir além dos discursos e se converter em prioridade orçamentária e compromisso de toda a comunidade.
“Se a minha vizinha ou uma parente está sofrendo, eu preciso me colocar no lugar. A conscientização de que o problema entre marido e mulher é nosso e de toda a sociedade é o único caminho para resolvermos esta situação”, concluiu.
