Crescimento econômico é estimado em 1,85% para 2026
A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, subiu de 4,31% para 4,36% em 2026, conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (6), indicando a quarta alta consecutiva e refletindo pressões externas como o conflito no Oriente Médio. Apesar de permanecer dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%, o índice segue acima do centro ideal de 3%, sinalizando alerta para o controle de preços.
Na prática, o cenário indica aumento no custo de vida e, ou seja, o preço da cesta básica deve ficar mais salgado, com impacto direto sobre alimentos, energia e itens essenciais. A tendência também reforça a manutenção de juros elevados, já que a taxa Selic segue como principal instrumento de controle da inflação, podendo desacelerar o crédito e o crescimento econômico. A projeção para o PIB foi mantida em 1,85% neste ano, indicando expansão moderada da economia.
Especialistas avaliam que, embora a inflação esteja sob controle, o nível atual reduz o poder de compra das famílias e exige cautela na política monetária.
