Repressão e atos institucionais marcaram os primeiros dias
Na madrugada de 31 de março de 1964, um golpe militar depôs o presidente João Goulart, sem resistência efetiva de forças leais ou mobilizações civis, e deu início a um regime autoritário que duraria 21 anos. Jango seguiu para o exílio no Uruguai, enquanto uma junta militar assumia o controle do poder real, respaldada pelo apoio de setores empresariais, políticos e da Igreja. Nos primeiros dias, a repressão atingiu sindicatos, estudantes e grupos de esquerda, com prisões e torturas frequentes.
Atos Institucionais foram criados para justificar intervenções e suspender direitos políticos, atingindo líderes civis e parlamentares. O regime recebeu apoio dos Estados Unidos, temerosos de uma “ameaça comunista” interna, reforçando a Doutrina de Segurança Nacional. Divisões internas entre militares moderados e radicais definiram o futuro político, culminando na eleição de Castelo Branco em abril de 1964.
O golpe marcou uma ruptura histórica, instaurando um controle militar duradouro sobre o país, que só terminaria em 1985.
