Sesau treina voluntários que trabalharão no mutirão da saúde mental infantil 

Aconteceu na noite dessa quarta-feira (26), a primeira etapa do treinamento de voluntários e servidores que atuarão no mutirão da saúde mental infanto-juvenil, que acontece no dia 15 de março. Os profissionais e acadêmicos estão sendo capacitados sobre os diversos públicos que atenderão na data e como conduzir cada caso. 

Parte da equipe que atuará durante o mutirão é composta por voluntários, que são desde acadêmicos de medicina, psicologia e serviços sociais, por exemplo, a profissionais já formados que não atuam na rede municipal de saúde. De acordo com a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial (CRAP) e psiquiatra, Gislayne Budib, esses voluntários serão essenciais para o funcionamento de toda a logística proposta na data. 

“Juntamente com a equipe de servidores da Sesau, os voluntários irão atuar em diversas frentes, como orientação às famílias, encaminhamento aos consultórios para atendimento, recreação dos pacientes e outras crianças, entre outras áreas”, comenta. 

Ela ainda lembra que, para este grupo, será entregue um certificado de atuação voluntária no evento, que contribui para a formação dos acadêmicos, que necessitam realizar horas extra-curriculares, e para atualização dos profissionais. 

Além deste treinamento, no próximo dia 6 de março, o grupo, que conta com 27 voluntários, além dos servidores da Sesau, se reunirá novamente para concluir o treinamento para os atendimentos de crianças e adolescentes. 

Mutirão de Saúde Mental 

Iniciado pelo atendimento de adultos no dia 17 de fevereiro, o mutirão de saúde mental realizou 470 agendamentos apenas na primeira semana. Deste total, cerca de 32% dos pacientes, que estavam na fila de agendamento do Sisreg, não compareceram às consultas. 

“Esse absenteísmo não está presente somente na psiquiatria, todas as especialidades e agendamentos de exames ou procedimentos têm apresentado uma taxa de faltosos similar. Infelizmente, essa é uma realidade que temos lutado muito para reverter, buscando novos protocolos e formas de garantir a presença do paciente na consulta.”, comenta a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite. 

Após a primeira consulta realizada, onde foi feita uma triagem dos pacientes, metade deles foram encaminhados para atendimento nas unidades básicas da Capital. “São casos mais leves, que podem fazer um acompanhamento mais espaçado com o profissional da e-Multi que atendente na unidade de referência do paciente”, explica a coordenadora da CRAP. 

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