Vítima de preconceito, Greg Louganis lembra de surra: "Socaram meu rosto"

Portador do vírus HIV e homossexual, americano se identifica com Rafaela Silva, que foi criticada após derrota em 2012, e diz que usou adversidade como motivação

Maior atleta dos saltos ornamentais de todos os tempos, Greg Louganis se identificou com a história da judoca brasileira Rafaela Silva, que superou o preconceito e desconfiança antes de conquistar o primeiro ouro olímpico do Brasil nos Jogos do Rio de Janeiro. O americano, que assumiu ser homossexual e portador do vírus da HIV, disse que, quando era criança, chegou a sofrer bullying por ter um jeito afeminado e pela cor de sua pele.

Em entrevista ao programa “É Campeão!”, o americano disse que chegou a ser agredido em um ponto de ônibus e usou todo o sofrimento como motivação para vencer. Louganis tem 47 títulos nos Estados Unidos, cinco mundiais, cinco medalhas olímpicas, sendo uma prata (Montreal 1976) e quatro ouros (dois em Los Angeles 1984, dois em Seul 1988).

– Eu sofri bullying quando era criança porque eu era um pouco afeminado. Eu tinha uma pela talvez um pouco mais escura e a maioria dos outros garotos tinha a pele clara. Me chamavam de outros nomes e levei uma surra quando estava no ponto de ônibus. Socaram o meu rosto contra o asfalto. Eu jurei a mim mesmo naquela ocasião porque tudo isso pode motivar muito. Eu levei no peito, assumi isso com toda a força e disse: “Eu vou ser o melhor em alguma coisa”. Não sabia o que era, mas eu seria certamente o melhor e mostraria isso para eles. Eu queria que o meu desempenho falasse isso por mim. Eu vivi toda a minha vida assim.

Greg disse que, desde que entrou no esporte, só tinha como objetivo vencer. Para isso, ele lembra que ausências em treinos em consideradas derrotas. A primeira medalha olímpica veio de forma precoce, com apenas 16 anos, a prata nos Jogos de Montreal, em 1976.

– Eu consegui, quando participei da minha primeira Olimpíada, ser treinado por um vencedor de medalhas. Meu único propósito quando tinha 16 anos era conquistar a medalha de ouro. Eu ficava triste quando perdia um treino e sentia que tinha falhado. Isso serviu como motivação para me levar para frente e ser o melhor do que eu poderia ser. Dois anos depois eu fui campeão do mundo. Perdemos os Jogos Olímpicos de 1980 (devido ao boicote dos EUA) e participei de saltos em outras competições.

Fonte: Ge

Comentários

Comentários