Viajar de Norte a Sul fica R$ 55 mais caro a partir de segunda-feira

A partir de segunda-feira, viajar de carro de Norte a Sul no Mato Grosso do Sul, vai ficar R$ 55,00 mais caro. Nove praças de pedágios, instalados nos 847 quilômetros da rodovia federal BR-163, que estão sob concessão da CCR MS Vias desde outubro de 2014, começam a operar com tarifas que variam entre R$ 4,70 a R$ 7,20.

De acordo com a tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), entre as cidades de Pedro Gomes e Sonora o pedágio é de R$ 5,40; Rio verde de Mato Grosso (R$ 7,20); São Gabriel do Oeste/Camapuã (R$ 5,50); Bandeirantes/ Rochedo/Jaraguari (R$ 5,60); Campo Grande (R$ 7,20); Rio Brilhante (R$ 6,50); Caarapó (R$ 6,50); Itaquiraí/ Naviraí (R$ 6,40); Mundo Novo (R$ 4,70).

Segundo a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), publicada no Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira passada (4), também foi autorizada a segunda revisão extraordinária das tarifas.

Com relação ao transporte de cargas, a “Lei dos Caminhoneiros” entrou em vigor no último dia 17 de abril e permite a isenção do pedágio para o caminhão estiver vazio e com eixo suspenso.

A lei aumenta a tolerância de peso por eixo, o que pode causar maior desgaste das estradas. Além disso, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de MS (Setlog-MS) estima aumento de até 8{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} no preço do frete.

Praças de Pedágio

Nesta primeira etapa foram duplicados os trechos entre o quilômetro 192 ao 203 em Caarapó, em Jaraguari – do quilômetro 513,3 ao 519, em Bandeirantes e Camapuã – do quilômetro 580,3 ao 591, em São Gabriel do Oeste/Bandeirantes/Camapuã – do quilômetro 595 ao 602, em São Gabriel do Oeste – do quilômetro 630,3 ao 648,7; Rio Verde de Mato Grosso – do quilômetro 651,8 ao 656,2; Rio Verde de Mato Grosso – do quilômetro 694,9 ao 699,5 e Sonora – do quilômetro 824,5 ao 832.

A Concessionária está solicitando aos motoristas, que atentem para a nova sinalização e que respeitem os limites de velocidade. As novas pistas duplicadas contam com duas faixas de rolamento com 3,60 metros de largura, cada, mais acostamento com 2,50 metros de largura, cada, e faixa de segurança à esquerda, de 60 centímetros. O canteiro central que separa a nova pista da pista antiga conta com gramado.

De acordo com a empresa, ela já injetou na BR 163/MS cerca de R$ 700 milhões em obras, serviços e equipamentos que estão dotando a rodovia de condições adequadas de segurança e fluidez de tráfego. Nos primeiros cinco anos da concessão serão gastos cerca de R$ 3,5 bilhões.

Trecho duplicado da BR-163 em Caarapó, região sul de MS (Foto: Rachid Waqued/CCR MSVia)Trecho duplicado da BR-163 em Caarapó, região sul de MS (Foto: Rachid Waqued/CCR MSVia)

‘Cobrança absurda’

O início da cobrança de pedágio em rodovias de Mato Grosso do Sul, previsto para o próximo dia 14 de setembro, foi tema de debate na Assembleia Legislativa, durante a sessão plenária, na terça-feira.

O deputado estadual Cabo Almi (PT), diz que a empresa CCR MSVia não cumpriu com 10{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} de duplicação das rodovias, conforme previsto quando do início das obras.

“O que vemos é a pura intenção de arrecadar e fazer a cobrança, mas como ficam produtores e assentados, por exemplo, que precisam escoar a produção e passar pelos trechos com pedágio, duas ou mais vezes por dia?”, questionou.

O deputado Cabo Almi qualificou como “absurdo” os valores divulgados pela empresa e explicou que a cobrança pode chegar a R$ 70,00 para caminhões e carretas.

Já, o deputado João Grandão (PT) apresentou indicação solicitando a convocação do diretor-presidente da CCR MSVia, Maurício Soares Negrão, para uma reunião, nos próximo dias, com o objetivo de discutir a isenção do pagamento de tarifa de pedágio a quem tenha residência fixa ou exerça atividade profissional permanente no próprio município onde esteja localizada a praça de cobrança de pedágio.

Representantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e do MPE (Ministério Público Estadual) também podem ser chamados a participar da reunião.

Dourados Agora

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