Vereadora Carla diz que houve aumento nos casos de assédio no transporte coletivo da capital

 Após o corajoso desabafo da estudante de 21 anos, Ingrid Matchembacher, no Youtube, sobre assédio sexual sofrido no Terminal Morenão, aumentou ainda mais o número de reclamações em todos os lugares da cidade. As denúncias demonstram a necessidade de fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher e ampliar a rede de proteção com políticas públicas eficientes.

     A vereadora Carla Stephanini, Procuradora Especial da Mulher na Câmara, vem levantando esta bandeira desde que assumiu o mandato. Em 2015, através da Procuradoria, Carla liderou o Movimento “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” cujo objetivo era chamar a atenção das autoridades para o assédio sexual no transporte público. Munida de folhetos explicativos, Carla e sua equipe percorreram todos os terminais da Capital ouvindo centenas de queixas e relatos de assédio. Com o slogan “O transporte é público, mas o corpo da mulher não”, a vereadora também distribuiu apitos às usuárias para que carregassem nas bolsas e acionados ao primeiro sinal de assédio. Na época a maior reclamação era justamente a falta de policiamento nos terminais.

     De acordo com as próprias mulheres, os abusos ocorrem em maior número nos momentos em que há superlotação no veículo. Isso acaba deixando o agressor numa espécie de anonimato de certa forma constrange as vítimas a denunciar a violência. Além da falta de uma rede de proteção e policiamento adequado, a impunidade é um fator determinante para o aumento da violência sexual contra mulher.

     Depoimentos, como o da estudante, são extremamente importantes, porque encorajam outras mulheres a denunciar o agressor. No folheto do movimento “16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra a Mulher”, foram sugeridas algumas orientações importantes para auxiliar no combate ao crime, como por exemplo: gritar em sinal de advertência para que as pessoas ao redor saibam o que está acontecendo; buscar reunir o máximo de testemunhas e informações sobre o agressor para ajudar na identificação, como sinal físico, roupa específica, tatuagem, etc.

     Lembrando que o assédio sexual dentro do transporte coletivo pode ser caracterizado como contravenção ou estupro. As denúncias podem ser feitas através do número 153, da Guarda Civil Municipal, na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher – 3304-7575), na Casa da Mulher Brasileira ou pelo número 180.

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