Sem gestão de TI, Governo de MS deixa ‘chave do cofre’ nas mãos de terceirizados

Servidores estaduais denunciam que até mesmo dados estratégicos para o Governo de Mato Grosso do Sul, ligados à arrecadação, gestão da folha e até o saldo bancário de MS estão nas mãos de terceirizados pelas empresas que ganham contratos milionários no setor de tecnologia da informação. “Se o Baird quiser, ele para o funcionamento do fisco estadual”, diz um servidor da Sefaz-MS.

Baird, a quem o servidor que não se identifica para evitar represálias se refere, é o empresário João Roberto Baird, apontado pela Polícia Federal e pela Força-Tarefa do Ministério Público Estadual como suposto ‘chefe’ do conglomerado empresarial que dominaria os contratos públicos do setor em MS. Baird nega, e garante que agora só se dedica a atividades rurais.

Contudo diversos indícios ligam as empresas que mantêm contratos de informática com o Governo de MS entre si. E para garantir esse domínio, os servidores dizem que o governo estadual abriu mão de manter profissionais do setor.

Para o sindicato que representa a categoria, o SPPD-MS (Sindicato dos Profissionais de Processamento de Dados e Tecnologia da Informação de Mato Grosso do Sul), apesar das empresas terceirizadas cumpriram a legislação trabalhista, o governo está ‘vulnerável’, já que dados sigilosos que envolvem desde a arrecadação estadual até detalhes pessoais dos servidores são gerenciados por pessoas sem nenhum vínculo com o Poder Executivo e sem estabilidade no emprego.

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