RÉU: Justiça reconhece que “pedalada” de Bernal na Prefeitura causou prejuízo de R$ 175 milhões

O ex-prefeito Alcides Peralta Bernal (PP) está novamente às voltas com a justiça, que desta vez o transformou em réu numa ação de R$ 175 milhões de reais na Prefeitura de Campo Grande. Ele poderá pegar mais ‘cinco’ anos de cassação dos seus direitos políticos e bloqueio de bens. Somadas as penas de cassação – da anterior dada pela Câmara Municipal de Vereadores à futura das “pedaladas” poderão somar ‘treze’ anos totais de afastamento da vida pública.

PEDALADAS

Bernal chegou a prefeitura desejoso por inovar e tanto fez que acabou enfiando os pés pelas mãos, perdendo-se entre o que podia ou não fazer, e foi aí que acabou seu sossego na época e agora.
Sem uma assessoria competente o ex-prefeito remanejou dinheiro do orçamento sem autorização da Câmara, desacreditando que o ato poderia se constituir crime. O resultado final dos desmandos está sendo agora com o bloqueio de sua rápida fortuna e dizem que, futuramente, até a sua liberdade pessoal.

GOVERNOU SOZINHO

Alcides achou que transferindo dinheiro de uma conta para outra poderia pagar somente aquilo que desejasse, criando um benefício de um círculo de amizades e tendo como parceiro, dessa perigosa aventura financeira, o então secretário Dysney Fernandes.
Os dois estão denunciados no processo das “pedaladas”.

PROTEÇÃO DO CARGO

Para Alcides a única saída dessa enrascada seria conseguir no STF a absolvição da condenação dada pela Câmara de Vereadores sobre seus direitos políticos. Com a imunidade parlamentar Bernal “pedalaria” também o judiciário estadual e passaria incólume pelo processo. O reconhecimento de que ele estava impedido de sair candidato aconteceu um dia antes da eleição quando a Ministra Rosa Weber declarou-o inelegível. Como o TRE não tinha tempo de atualizar as urnas, Bernal consinuou constando como candidato, mentindo aos eleitores e à imprensa que estava sendo vítima de um erro lamentável por parte da Justiça eleitoral e dessa forma ainda conseguiu 44 mil votos ao confundir seus eleitores, sem conseguir ser diplomado. Para o seu lugar o PSDB elegeu Bia, viúva do saudoso Ruiter Cunha, ex-prefeito de Corumbá. Com Bia a sociedade corumbaense readquiriu o status de possuir voz na Câmara Federal e os “tucanos” ganharam mais uma importante cadeira em Brasília.

BRIGAS INTESTINAS

Bernal já fez várias incursões em Brasília na tentativa de reaver o cargo que lhe escapou das mãos. Na semana passada teria postado no Facebook o ácido recado: “Assumindo o mandato quero deixar o recado: se cuida vagabundo!”.
A ameaça feita na “cara dura” teria sido uma “marrom” contra a classe política que o usou de maneira hábil sabendo que ele não entraria no “Paraíso”.

PODE SER FIM DE CARREIRA

Durante a semana BOCA DO POVO conversou em Brasília com o “dono” do Partido Progressista, senador Ciro Gomes. Ele tratou o assunto de forma simplista ao dizer que “O problema de Bernal é única e exclusivamente com o STF”, não se constituindo, portanto, um problema do partido. Comenta-se que durante a campanha passada Alcides Bernal teria ido várias vezes a Brasília-DF, na intenção de gravar um vídeo com o senador Ciro Gomes, que fugiu dele como o diabo foge da cruz.

TENDÊNCIA DO PP

A tendência do Partido Progressista será mudar de mãos. Aquele velho apoio que Alcides dizia ter na nacional do seu partido deixou de existir.
Enquanto isso, por aqui, a justiça aperta o cerco contra ele. Seu destino político e pessoal é incerto e não sabido, mas politicamente é possível antever que as chances de se recuperar da “traulitada” que está chegando são praticamente mínimas, isso sem contar com um processo federal que se encontra engavetado sobre o desvio de dinheiro da merenda escolar.
Voltaremos.

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