Presidente turco acusa rebeldes curdos por atentado em Istambul

Atentado deixou 11 mortos nesta terça-feira (7) em Istambul.
Presidente turco fez a declaração após visitar feridos no hospital.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado ilegal, pelo ataque com carro-bomba que deixou pelo menos 11 mortos nesta terça-feira (7) no centro de Istambul.

“Não é novidade que a organização terrorista (como o PKK é classificado oficialmente pelo governo) propague seus ataques nas cidades”, declarou Erdogan depois de visitar alguns feridos internados em um hospital de Istambul.

Dezenas de feridos
Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 36 ficaram feridas na explosão do carro-bomba ao lado de um ônibus policial que circulava no centro histórico de Istambul. “Sete policiais e quatro civis morreram, outras 36 pessoas ficaram feridas”, informaram as autoridades.

O atentado aconteceu às 8h40 locais, quando o veículo com os agentes circulava perto de um ponto de ônibus no bairro de Beyazit Vezneciler, nas proximidades de uma universidade e de lugares de interesse turístico na parte europeia da cidade.

Aparentemente, o carro-bomba foi ativado por controle remoto. No local do atentado, os danos foram consideráveis, com vários veículos carbonizados e o ônibus policial parcialmente destruído.

Muitos estabelecimentos comerciais e edifícios nos arredores foram evacuados porque a explosão foi acionada remotamente e os responsáveis poderiam estar nos arredores, afirmou o governador de Istambul.

A Turquia se encontra em estado de alerta por ameaça terrorista, e Istambul foi cenário neste ano de dois atentados suicidas atribuídos ao Estado Islâmico em pontos turísticos, que deixaram 15 mortos.

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