Prefeitura investiu r$13,9 milhões em medicamentos e fecha ano com 80{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} do estoque abastecido

FOTO: PMCG

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), investiu R$13.960.701,51 na compra de medicamentos em 2017, o que representa um aumento de R$2 milhões em relação ao ano passado, e conseguiu normalizar o fornecimento fechando o ano com 80{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} do estoque abastecido. Através do planejamento feito ao longo do ano será possível assegurar que que não haja problemas com abastecimento pelos próximos meses.

O prefeito Marquinhos Trad, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, esteve nesta quinta-feira (28) na Farmácia Central da Sesau e ressaltou que todos os esforços serão feitos para garantir que a população não sofra com a falta de medicamentos, assim como aconteceu no início do ano.

“Conseguimos reverter a situação encontrada e estamos fechando o ano com o estoque normalizado quase que em sua totalidade. E estamos apostando no planejamento para evitar novas crises”, pontuou.

Imagem do estoque em janeiro deste ano.

Imagem do estoque em janeiro deste ano.

Em janeiro deste ano, o estoque de medicamentos da Rede Municipal de Saúde (REMUS), que é composto por 336 itens padronizados, estava praticamente zerado, com menos de 20{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df}, abaixo da chamada reserva técnica. Esta situação, somada a dívida de mais de R$ 20 milhões com fornecedores, deixada pela antiga administração, e a demanda reprimida, provocou um colapso na assistência.

Conforme o secretário Marcelo Vilela, foi preciso retomar praticamente do zero a maioria dos processos de compra que estavam parados, além de negociar as dividas deixadas e assegurar o pagamento das empresas para que o fornecimento dos medicamentos à população não continuasse sendo prejudicado.

“No início do ano nós tivemos que encarar este problema de frente e  tomar todas as medidas necessárias para evitar que a população continuasse sem as medicações. Nós entramos com o estoque muito baixo. As prateleiras dos postos estavam vazias. Medicamentos essenciais estavam em falta há pelo menos seis meses. Hoje a realidade é outra. Através do empenho da nossa equipe e um trabalho de planejamento conseguimos regularizar o abastecimento em quase sua totalidade assegurando à população que ela saia da consulta já com o medicamento em mãos”, disse.

Estoque atual do Almoxarifado.

Estoque atual do Almoxarifado.

Atualmente a rede está abastecida com 86,9{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} do total, sendo que ao longo do ano 292 itens foram adquiridos. Os medicamentos  são distribuídos conforme as especialidades de cada unidade de saúde, de acordo com o cronograma de entregas e pedidos. Medicamentos  essenciais como Amocixilina, Dipirona, Ibuprofeno, entre outros, estão como fornecimento regular.

Alguns medicamentos ainda encontram-se em falta por atraso de fornecedores, seja por falta de matéria-prima; falência de empresas ou alta do dólar, que modificou preço dos produtos. Com isso, as empresas não conseguem comprar o produto e oferecer para prefeitura, visto que o preço ofertado na licitação está defasado.

Judicializados

Medicamentos e insumos como a Insulina Lantus, por exemplo, que não se encontram dentro da lista da REMUS são fornecidos somente mediante decisão judicial.

Atualmente, só com a Insulina Lantus, o Município atende mais de 300 pacientes e existem faltas pontuais. O processo de compra desta medicação foi finalizado este mês e o fornecimento deve ser normalizado até a segunda quinzena de janeiro, caso não haja nenhuma intercorrência.

CRÉDITO: Assessoria da PMCG

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