Por crime de corrupção, diretores da Agepen são alvos de operação do Gaeco

Operação Girve acontece em Campo Grande, Dourados e Aquidauana

Operação realizada nesta manhã pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em três cidades do Estado tem como alvo diretores da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen), que são investigados por cometer três crimes, entre eles corrupção.

Batizada de ‘Girve’, a operação cumpre sete mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Aquidauana. Desdobramento da operação Xadrez, realizada essa semana em Corumbá, a ação de ontem é resultado de investigação que apura ilegalidades durante o Curso de Treinamento para Intervenção Rápida, Contenção, Vigilância e Escolta (Girve).

O curso, criado em 2015 e colocado em prática no ano passado, tinha objetivo de montar um grupo de elite com 120 servidores da Agepen que poderiam atuar em caso de motins ou rebeliões e, em tese, substituir atuação de policiais militares. Detalhes sobre as irregularidades durante o curso não foram divulgados.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), os mandados cumpridos hoje foram expedidos pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. Além da corrupção, diretores do primeiro escalão da Agepen teriam cometido crimes de peculato e falsidade documental.

Os alvos das buscas feitas hoje são o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa e os responsáveis pela Diretoria de Assistência Penitenciária, Divisão de Estabelecimentos Penais, Diretoria de Operações e Divisão de Trabalho. Nenhum nome foi divulgado.

Os integrantes do Gaeco apreenderam todos os celulares dos investigados e na casa de um dos diretores, que o MP não divulgou qual, foram apreendidos R$ 90 mil.

Fonte: Correio do Estado

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