Polícia ainda não sabe causa de incêndio que matou mulher e feriu idosa

Testemunhas tiveram que arrombar o imóvel onde mãe e filha, estavam entre as chamas

Passada uma semana desde o incêndio que consumiu uma residência de uma vila de casas da Rua XV de Novembro, entre as ruas Pedro Celestino e Rui Barbosa, no Centro de Campo Grande, a polícia ainda não sabe as causas da tragédia que resultou na morte de Jéssica Gomes Batista, de 34 anos.

O laudo pericial que vai apontar o que teria ocasionado as chamas fica pronto em até no máximo 30 dias, a partir da data do incêndio, conforme explica a delegada Daniela Kades, da 1ª Delegacia de Policia na região central e onde o caso é investigado.

“O inquérito sobre o caso foi instaurado, os investigadores estão ouvindo as testemunhas, vizinhos do local, mas só a partir do laudo é que poderemos indicar o que causou o incêndio”, ela explica.

A delegada não soube afirmar se a cuidadora das vítimas, Valmerina Pereira da Rosa, já foi ouvido. Ela não estava no local na hora do incêndio. Desde a ocasião da última quinta-feira (20), a mãe de Jéssica, Ismaelita Gomes Batista, de 72 anos, que também estava na residência durante o incêndio se recupera no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Campo Grande, depois ter tido 60{d124abb9778216420301f7a7fdee54f2d809ca471a8d69088da1a3e9d609e3df} do corpo queimado.

Tragédia – Na tarde do incêndio, os moradores informaram aos bombeiros que Jéssica sofreria de problemas mentais, enquanto a idosa tem mal de Parkinson. As duas viviam sob atenção de Valmerina, que ainda segundo vizinhos já havia encerrado o expediente e ido embora.

Era hábito de mãe e filha, ficarem sempre reclusas dentro de casa, tanto que a porta da residência estava trancada quando as chamas foram notadas pelos vizinhos. Quatro funcionários de uma loja de assistência técnica de celulares, ao lado da vila de casas, contaram terem sido os responsáveis por arrombar a porta da casa.

Funcionários de um estacionamento próximo também ajudaram a conter as chamas com uma mangueira. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, Jéssica já havia sido retirada do imóvel pelas testemunhas. Ismaelita, que também teve queimaduras, foi encontrada sobre uma cama, sofreu uma parada cardíaca, foi reanimada e encaminhada ao CTI da Santa Casa de Campo Grande.

Valmerina chegou ao local enquanto os bombeiros faziam o rescaldo do incêndio. Ela afirmou que Jéssica também tinha um quadro grave de depressão. Familiares das vítimas não quiseram se pronunciar quando procurados pela reportagem.

Fonte: Campo grande News

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