PF usou raios-x para descobrir o transporte de coca misturada a minério de ferro

OPERAÇÃO QUIJARRO:

Cerca de 70 veículos (carretas e caminhões) com fundos falsos e carregados com pedra atravessavam a fronteira Bolívia/Brasil com cocaína, motivando a Operação Quijarro, da Polícia Federal, deflagrada ontem. Foram expedidos 81 mandados judiciais, 14 de prisão preventiva, 43 de busca e apreensão de veículos, 17 de busca e apreensão em imóveis e 7 de condução coercitiva. 12 pessoas foram presas e duas estão foragidas. Dois flagrantes por porte ilegal de arma também aconteceram.

O delegado Elvis Secco, da Polícia Federal, que para descobrir os compartimentos secretos tiveram que usar raios-x, porque eram compartimentos blindados e meio a minério de ferro. A droga entrava no Brasil e ia para a Europa. O esquema era aparentemente tão seguro que os caminhoneiros sabiam o que estavam transportando.

 

A sede do grupo de tráfico eram em Londrina, mas a droga fazia o caminho Corumbá/Vinhedo-SP – onde era descarregada e levada para outros veículos – e de lá redistribuída.

Durante a investigação a PF apreendeu 4 toneladas de cocaína, dos quais 1,5 toneladas de uma só vez. As carretas apreendidas eram colocadas em nome de ‘laranjas’. Na operação de ontem foram apreendidos US$10 milhões do núcleo boliviano que operava no Brasil, além de imóveis, depósitos onde eram fabricados os fundos falsos, e bloqueadas contas bancárias. O nome da operação nasceu de ‘Puerto Quijarro’ cidade boliviana que faz fronteira com o Brasil por Corumbá.

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