Perimetral de R$ 37 milhões não resiste ao tráfego pesado

Construída para receber o tráfego de veículos pesados que cruzam a cidade de Dourados, a Perimetral Norte, também conhecida como Anel Viário, está cheia de buracos. Desde que foi inaugurada, em julho de 2012, a via vem recebendo remendos na tentativa de consertar os estragos que cotidianamente surgem ao longo dos 26 quilômetros de rodovia entre o entroncamento da BR-463 (saída para Laguna Caarapã/Ponta Porã) e no entroncamento com a BR-163 (saída para Fátima do Sul).

Com investimentos de R$ 37 milhões do governo do Estado, a Perimetral Norte reduziu bastante o tráfego de carretas que circulavam por Dourados, no entanto, a via projetada para receber grandes veículos parece não suportar o peso de bitrens, tão comuns na região.

Além dos buracos espalhados por diferentes trechos, a pista também apresenta borrachudos, aquelas partes do asfalto que têm aspecto ondulado, como se estivessem sendo empurradas para as bordas da pista.

A chuva registrada nas últimas semanas também tem contribuído para ampliar a quantidade de buracos na Perimetral, que também registra acúmulo de água na pista.

A via conta com uma pista de 12 metros de largura, sendo 3,5 metros de faixa de rolamento em cada sentido e mais 2,5 metros de acostamento de cada lado, nivelado com as outras faixas.

Além da infraestrutura da pista que apresenta falhas desde a inauguração, outro grave problema é a falta de projeção para o futuro.

Nesses últimos dois anos, o crescimento imobiliário foi grande às margens da via, que corta a Reserva Indígena em Dourados.

Todo o trajeto não foi projetado para usuários de trânsito como pedestre e de carroça, meio de transporte comum e utilizado pelos indígenas na hora de deixar a aldeia e seguir ao centro da cidade.

Vários atropelamentos ocorreram na pista, vitimando principalmente indígenas moradores na Aldeia Bororó, localizada praticamente às margens da Perimetral.

Flávio Verão

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