Parceria com a iniciativa privada potencializa trabalho de combate ao aedes e forma exército de colaboradores

Foto: Denilson Secreta

Por mais um ano, o combate ao mosquito Aedes aegypit – transmissor da dengue, zika e chikungunya – está sendo reforçado com o apoio da rede de Supermercados Comper, pertencente ao Grupo Pereira. Na manhã deste sábado (18) aconteceu o lançamento da 11º edição da Liga Anti Mosquito Comper, que tem por objetivo mobilizar os colaborares e desenvolver diversas ações ao longo do ano em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Segundo, o gerente Regional  de Operações da rede de Supermercados Comper,  o grupo conta 18 lojas, sendo 11 Comper e 7 Fort, e aproximadamente 3 mil funcionários que ao longo do ano participam das capacitações feitas pela  Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) e acabam atuando como agentes multiplicadores.
Além de auxiliar na propagação de informações sobre prevenção, parte destes funcionários têm a missão de atuar como agentes fiscalizadores e ficam responsáveis por cuidar das lojas.
“O papel dele é semelhante a de um agente de combate às endemias. Ele vistoria toda a loja, principalmente a parte externa, e fica encarregado de eliminar potenciais criadouros e cuidar para não deixar água parada”. disse.
Após adotar a iniciativa, houve redução de 30% na quantidade de afastamentos entre os funcionários da rede por causa de doenças relacionadas ao mosquito Aedes aegypti.
O prefeito Marquinhos Trad destaca a importância da união de esforços  no combate ao mosquito Aedes aegypti, considerando que 80% dos focos ainda são encontrados dentro das residências.
” Não basta o Poder Público fazer a sua parte. A população também precisa contribuir  e façar a sua parte.  Nós falamos de dengue há décadas e as recomendações são as mesmas. Mesmo assim, ainda temos casos e mais casos e pessoas morrendo por causa desta doença. É preciso a conscientização de todos e iniciativas como esta são importante para nos ajudar a propagar essa mensagem”, enfatiza.
Para o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, o momento é de alerta, frente ao aumento considerável do número de notificações.
“Estamos em um período crítico, onde se tem alta precipitação de chuvas associado ao calor intenso, o que cria as condições favoráveis para reprodução do mosquito. Temos que ficar em alerta e agir de forma enérgica e envolvendo toda a sociedade”, complementa.

Dados epidemiológicos 

Os dados epidemiológicos relativos aos 15 primeiros dias do ano mostram um número significativo de notificações de suspeitas de dengue feitas ao serviço de vigilância epidemiológica. Desde o início do ano foram 284 notificações, sendo que um óbito, de um homem de 30 anos, já foi confirmado.

Além dessas ainda foram registradas três notificações de Zika Vírus e uma de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação laboratorial para confirmar ou não as suspeitas.

Durante todo o ano de 2019 foram registrados 39.417 casos notificados de dengue em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos.

Apesar dos números expressivos impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com aproximadamente 45% a menos de casos registrados no ano anterior.

Infestação pelo Aedes

O primeiro LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti) realizado no ano, divulgado nesta semana, revela que sete áreas foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito.

O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRaa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices satisfatórios. O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. A área da USF Azaleia aparece em segundo com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2% e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%.

Dengue

A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde.

Chikungunya

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Zika

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.

Observe o aparecimento de sinais e sintomas de infecção por vírus Zika e busque um serviço de saúde para atendimento, caso necessário.

Comentários

Comentários