‘Não faltarão recursos para combater o mosquito da dengue’, diz ministro da Saúde

Marcelo Castro diz que o zika vírus é o “inimigo nº 1 da saúde pública no País” e que governo colocará Exército e Defesa Civil para combater o Aedes aegypti.

Em reunião com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e cerca de 150 prefeitos do estado do Nordeste, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou que o combate ao mosquito Aedes aegypti será o principal foco de atuação da pasta em dezembro e janeiro.

O objetivo é evitar no próximo verão, especialmente em fevereiro, quando mais chove, o aumento exponencial no número de mosquitos responsável por transmitir a dengue, a febre chykunguya e o zika vírus, associado ao surto de microcefalia. “O zika vírus é hoje o inimigo público nº 1 da saúde pública no Brasil”, afirmou o ministro.

Ele disse que o governo federal fará os investimentos necessários para combater o mosquito e oferecer o tratamento de saúde a pessoas infectadas e aos bebês que tenham desenvolvido a microcefalia, má formação cerebral de recém-nascidos provocada pelo zika. “Não vejo nenhum problema maior do que este, neste momento, no País”, considerou.

De acordo com Castro, o governo federal está disposto a fazer “todo o sacrifício necessário” no combate ao surto epidêmico de microcefalia .

O ministro também destacou o trabalho de parceria feito pela União com Estados e municípios, por meio do grupo de trabalho que envolve sete ministérios.

“O governo federal disponibilizou o Exército e a Defesa Civil para que o Estado de Pernambuco e os municípios eliminem os locais de proliferação do Aedes aegypti. O que vamos fazer, em primeiro lugar, é destruir os criadouros”, acrescentou.

O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, que também participou do encontro, garantiu que a Defesa Civil também estará disponível “para fazer um trabalho casa por casa, escola por escola, empresa por empresa”.

“Para a presidenta Dilma, essa é uma situação de emergência na saúde, por isso a presença da Defesa Civil e do Exército nesse esforço”, disse Occhi.(Ministério da Saúde, Ministério da Integração Nacional, Exército Brasileiro)

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