MS acelera desenvolvimento com retomada da Hidrovia Tietê-Paraná

Ramal de escoamento da produção de riquezas de Mato Grosso do Sul, a Hidrovia Tietê-Paraná teve sua navegabilidade retomada na quarta-feira (27), em Buritama (SP), após quase dois anos de interrupção devido à estiagem. A governadora em exercício do Estado, Rose Modesto, participou, juntamente com o secretário da Semade, Jaime Verruck,  da solenidade de reativação da hidrovia, que aconteceu no trecho do reservatório da Usina de Nova Avanhandava. A cerimônia também contou com as presenças dos governadores Geraldo Alckimin (SP), Beto Richa (PR) e Pedro Taques (MT).

Segundo Rose, a hidrovia tem importância estratégica para Mato Grosso do Sul. “Nosso Estado jovem, de potencial, é forte no agronegócio. E esse investimento em logística e infraestrutura feito pelo Governo de São Paulo vai contribuir para o escoamento de nossa safra, que é uma das maiores do País. A retomada da navegação nessa hidrovia representa desenvolvimento e oportunidade de crescimento para Mato Grosso do Sul”, discursou.

Logística – Com o retorno da navegação, Mato Grosso do Sul garantiu, novamente, a opção de escoar a produção pelo Rio Tietê, além das rodovias. “É um importante investimento do Estado de São Paulo que beneficia diretamente Mato Grosso do Sul. Pelo rio, nossa produção vai até Pederneiras e depois até Porto de Santos. Dá mais competitividade e menos custo para aquilo que produzimos”, explicou o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck, que também participou da reativação.

Além de ser um dos principais corredores de exportação do Brasil, a Hidrovia Tietê-Paraná ocupa importante papel de escoamento de cargas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Paraná. O ponto de navegação em Buritama estava interrompido para a passagem de embarcções desde maio de 2014, em decorrência do baixo nível dos reservatórios de Três Irmãos e Ilha Solteira. O calado chegou a ficar com 1 metro, sendo que o nível recomendável para navegação, segundo o Departamento Hidroviário do Governo de São Paulo, é de 2,2 metros.

A suspensão das atividades de transporte no rio atingiu cargas vindas principalmente de São Simão (GO) e Três Lagoas (MS), que compreendem soja, milho, celulose e madeira. Conforme Alckmin, seis milhões de toneladas/ano de produtos deixaram de ser escoadas pelo modal,  o que fez aumentar o número de caminhões pelas rodovias do Centro-Sul do País. “Um comboio de navegação equivale a 200 caminhões trafegando nas estradas. Agora, nossa expectativa é fazer com que o escoamento de 100 mil caminhões/ano seja feito pela hidrovia”, contou, explicando sobre – eficiência no escoamento das safras.

Ainda conforme o governador de São Paulo, obras de infraestrutura serão realizadas no trecho mais baixo do Rio Tietê para que estiagens futuras não voltem a interromper o fluxo de embarcações. “Vamos fazer 10 quilômetros de explosão nas pedras, substituir pontes e fazer dragagens para ganhar na logística e diminuidor custos. As obras serão realizadas com recursos do Governo Federal e do Governo Paulista.

Dados – De acordo com o Programa de Eliminação de Gargalos, Extensões e Terminais da Hidrovia Tiete-Paraná, produzido pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, até outubro de 2015, 5 obras foram concluídas, 3 em andamento, 1 em andamento por intermédio do BNDES, 4 paralisadas – complementação a contratar, 1 em licitação e 24 a licitar na hidrovia.

Comentários

Comentários