Monges são acusados de contrabando de pele de tigre na Tailândia

Eles foram flagrados transportando restos do animal para fora de templo

BANGCOC, Tailândia – As autoridades tailandesas denunciaram três monges budistas nesta quinta-feira depois que eles foram flagrados tentando transportar peles de tigre e souvenirs feitos com partes do animal para fora de um templo. Os religiosos diziam que o local era um santuário para tigres, mas críticos afirmam que era, na verdade, um negócio lucrativo

O Tempo do Tigre, em Kanchanaburi, a Oeste de Bangcoc, capital do país, é uma conhecida atração turística. Após pagar ingresso de US$ 20, o visitante podiam posar para fotos com os animais, alimentar os filhotes e andar entre eles.

O local, porém, vinha sendo alvo de acusações dando conta de maus tratos e de tráfico de vida selvagem. Nesta segunda, a polícia fez uma blitz no templo, com o objetivo de confiscar os 137 tigres encontrados lá e levá-los a um santuário de vida selvagem do governo.

A descoberta de peles de tigre e souvernirs, ou amuletos, feitos com restos de felinos em uma caminhonete, além de potes contendo restos de corpos de filhotes no templo, sugerem que havia ali um negócio ainda mais lucrativo do que o imaginado.

– Os potes tinham rótulos, então acho que eles faziam remédios aqui – disse Adisorn Nuchdamrong, diretor do Departamento de Parques Nacionais, que supervisionou a batida policial, em entrevista à agência de notícias Reuters.

Foram encontrados 20 potes com órgãos de filhotes e de tigres adultos num “laboratório” no templo, reforçando a suspeita de que os monges estavam fazendo remédios. Partes de tigres são usados na medicina chinesa, um negócio milionário que levou esses felinos selvagens à beira da extinção.

Dois devotos do tempo e um monge foram detidos junto com a caminhonete que levava as peles de tigre. Além deles, dois monges que ajudaram a colocar a carga no veículo foram denunciados por crimes contra a vida selvagem.

Representantes do templo não foram encontrados para comentar.

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Fonte: o GLobo

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