Metas do governo federal para a cadeia do leite reforçam políticas do Estado, afirma Verruck

Fotos: Edemir Rodrigues

A cadeia produtiva do leite de Mato Grosso do Sul tem muito a ganhar com a política que o atual governo federal pretende desenvolver para o setor, a qual se alinha às diretrizes e ao programa de apoio e fomento ao produtor e à indústria que vem sendo desenvolvidos pelo Governo do Estado, nos últimos quatro anos, como acessos à assistência técnica, defesa sanitária e aos recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).

A avaliação foi feita pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, ao participar de reuniões do setor com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Correa da Costa Dias. O encontro foi realizado no último sábado (19), no Sindicato Rural de Campo Grande, oportunidade em que produtores e industriais apresentaram uma pauta de reivindicações.

 “Foi uma reunião extremamente positiva, onde ficou claro que o governo brasileiro colocou a cadeia do leite como prioridade e estratégica, buscando, ao mesmo tempo, um reposicionamento do setor e maior integração com o produtor e a indústria”, disse o secretário. “Mas sem paternalismo ou tutela, o mercado tem que buscar as soluções. O Governo do Estado tem dado os instrumentos para fortalecer a expandir a produção.”

Ações conjuntas

Verruck citou que a ministra acenou aos produtores o comprometimento do governo federal com a cadeia do leite, mas, também, pediu mais organização do setor para superar gargalos e ganhar competitividade. “Reafirmamos na reunião o compromisso do Estado e a necessidade de promovermos políticas públicas conjuntas, seja na Câmara Setorial, seja através do incentivo da indústria, para conseguirmos os benefícios sociais”, acrescentou.

Encontro reuniu representantes da Famasul, produtores e indústrias do leite e cooperados da agricultura familiar

Outro ponto destacado pelo titular da Semagro na fala da ministra foi a proposta do Brasil de rediscutir acordos bilaterais com a Argentina e Uruguai em relação às importações de leite, por meio de cotas privadas, ao mesmo tempo em que busca reposicionar o mercado, reduzindo custos de produção e aumentando as exportações e o consumo interno. “São soluções que devem ter a participação do produtor, assim como dos estados e municípios”, ponderou.

Centro de pesquisa

A ministra Tereza Cristina ouviu os produtores e as indústrias e garantiu que o governo trabalhará intensamente para fortalecer a cadeia do leite e a agricultura familiar, as quais reputa como de grande importância social para o país. Ela cobrou mais iniciativas do setor para apontar soluções que se traduzam em mais profissionalismo e menor preço dos insumos. A redução do custo de importação de ordenha já está sendo revisto pelo governo, informou.

Durante a reunião, o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), André Nogueira Borges, anunciou que o governador Reinaldo Azambuja inaugura em fevereiro o laboratório de pesquisa do leite, em Campo Grande, que atuará em todos os segmentos da produção, como alimentação e integração agricultura-pecuária. Ele disse que a Agraer já dispõe de um banco de pesquisa sobre o rebanho leiteiro do Estado.

Texto: Sílvio Andrade – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)

Fotos: Edemir Rodrigues

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