Marçal cobra providências na recuperação da malha asfáltica em Dourados

Foto: Luciana Nassar

Diante da grande quantidade de buracos em ruas no centro e bairros de Dourados, o deputado estadual Marçal Filho (PSDB) cobra da prefeitura municipal um planejamento anual de restauração da malha asfáltica. “A cidade está em estado de abandono. É preciso criar de forma urgente um cronograma de trabalho nas áreas de recuperação de ruas e na iluminação pública. A reclamação é geral da população”, diz o deputado.

As três principais avenidas da cidade, Joaquim Teixeira Alves, Weimar Torres e Marcelino Pires, receberam investimentos de R$ 22 milhões com recapeamento feito pelo Governo do Estado. Como forma de dar continuidade nas ações, Marçal Filho, presidente da Comissão de Obras na Assembleia Legislativa, pediu a Reinaldo Azambuja o recapeamento das ruas transversais dessas avenidas, bem como das principais vias de ligações entre bairros.

Recentemente o deputado se reuniu com o governador e entregou a ele um pacote com pedido de obras para a cidade, com recuperação de ruas, construção de viadutos ou túneis nas rodovias BR-163 e BR-463, regiões dos bairros Guaicurus, BNH 4ª Plano e Bonanza, além de celeridade na construção do Hospital Regional.

Dourados está sem serviço de tapa-buraco há dois meses e somente na semana do Carnaval chegou à cidade a matéria-prima de massa fria para consertar as ruas. No entanto, esse tipo de material, por ser paliativo, desaparece com a primeira chuva. Para Marçal, não adianta investir num serviço que não traga garantia. “É dinheiro público jogado fora”, advertiu.

Um processo licitatório para aplicação de R$ 5 milhões nas operações de tapa-buraco foi aberto semana passada pela prefeitura. O recurso não atenderá toda a cidade e foi anunciado às pressas pela administração municipal diante das condições caóticas das ruas. Marçal Filho tem insistido num cronograma de trabalho para ser executado ao longo do ano. “Esses trabalhos devem ser feitos sempre em período de estiagem e de forma contínua. Não pode deixar acabar materiais para somente depois fazer novo pedido por licitação, que é processo demorado”, questiona o parlamentar.

Outra demanda bastante recorrente da população é sobre a ausência de iluminação pública em toda a cidade. A taxa de iluminação, a Cosip, é paga todos os meses pelos consumidores junto a conta de energia elétrica e, mesmo assim, Dourados enfrenta problemas com “escuridão”. Por mês a prefeitura tem um saldo livre de pelo menos R$ 700 mil para atender essa área, porém, o recurso não está sendo aplicado apenas na iluminação e tem atendido outras áreas, como pagamento do funcionalismo público.

Como o problema da falta de iluminação não é recente, Marçal Filho pede que a administração direcione o recurso da Cosip somente à manutenção dos postes de energia da cidade, com troca de lâmpadas, braços de iluminação e demais componentes, uma forma de trazer mais conforto e segurança aos moradores.

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