MANIFESTAÇÃO EM TERMINAL: “GCM agiu para garantir o direito de “ir e vir” da população”

HUDSON PEREIRA BONFIM (40), há 11 anos na GCM, guarda 3º Classe com curso superior completo em administração, curso superior completo em Gestão e Segurança Pública, Patrulhamento Tático motorizado, Policial Militar e Batedor Gecam, curso Garantia da Lei e da Ordem GLO Exército Brasileiro e Curso de Preservação Local de Crime da Polícia Civil de MS. Atualmente, lotado na gerência de Pronta Intervenção GPI, é presidente e fundador do Sindicato dos Guardas Municipais desde 2013 e da Associação dos Guardas Municipais desde 2009. Na quinta-feira (29), foi entrevistado no programa Boca do Povo da Rádio Difusora FM 101.9 pelo jornalista B. de Paula Filho.

*Por B. de Paula Filho

Boca: Como o sindicato viu o entrevero entre pessoas e os Guardas Municipais?
HUDSON PEREIRA – “Eu estava em S. Paulo fazendo um curso de excelência quando ocorreu o episódio envolvendo o GPI – Grupamento de Pronto Intervenção. Os Guardas Civis Metropolitanos são cidadãos que trabalham na segurança pública e na proteção aos munícipes e aos bens e instalações do Município com missão específica e código de ação”.

Boca: O que realmente aconteceu?
HUDSON PEREIRA – “Recebemos determinação para deslocar viaturas para o Terminal, pois estaria havendo uma manifestação pela falta de ônibus de linha específica. Manifestações são garantidas constitucionalmente legítimas; entretanto, elas não podem impedir que outras pessoas que não aderem a ela sejam impedidos de continuarem suas trajetórias ou afazeres. A partir do impedimento do direito de “ir e vir” qualquer manifestação se torna ilegal”.

Boca: Como age a GCM quando solicitada?
HUDSON PEREITA – “Quando solicitam as nossas viaturas, com essa tropa especialmente treinada para determinado fim, é porque tosos os recursos já foram esgotados e a conversa acabou. Esse Grupamento está treinado para atender esse tipo de ocorrência que foge da esfera comum do patrulhamento diário”.

Boca: Assistindo o vídeo vemos pessoas protestando e muitas outras não participando do protesto…
HUDSON PEREIRA – “Sim! É possível observar que: de um lado estavam pessoas indignadas conversando, pois estavam sendo impedidas de prosseguir viagem. Do outro, os que se manifestavam pela falta do ônibus. Nosso pessoal conversou e explicou que o protesto que faziam era legal, afinal, o transporte coletivo não poderia estar ausente da vida da cidade que estava funcionando normalmente. Em compensação, o protesto que faziam pela falta do ônibus não lhes davam o direito de impedir que as demais pessoas que estavam embarcadas seguissem viagem”.

Boca: Queriam impedir que os ônibus de prosseguir viagem?
HUDSON PEREIRA – “Protestavam pela falta do ônibus, mas não queriam deixar que as pessoas que nada tinham com o protesto prosseguissem suas viagens. Entramos, não para impedir o protesto, mas para garantir o direito daqueles que não estavam protestando para que seguissem aos seus destinos. Diante da resistência e da forma como pessoas se comportavam nosso pessoal fez cumprir a legalidade e garantir que quem desejasse prosseguir viagem o fizessem0”.

Boca: O que é equipamento não letal?
HUDSON PEREIRA – “Spray de pimenta, granadas de efeito moral e balas de borracha. A Lei nº 13.060/2014 garantem esse tipo de ação tornando-a legal, necessário, razoável e proporcional. O vídeo é nítido: viatura chegando no local, desembarcando a equipe, o GCM indo conversar com os manifestantes pedindo para desimpedirem a via a fim de que o fluxo se normalize. Não foram impedir a manifestação, mas impedir que quem não estivesse protestando tivesse o direito de continuar a viagem”.

Boca: Os manifestantes queriam impedir que as viagens prosseguissem?
HUDSON PEREIRA – “Sim! Mais tarde o Consórcio Guaicurús divulgou nota que o CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas, não havia comunicado que o comércio funcionaria normalmente. Eram 6 ônibus lotados por pessoas – homens, mulheres e crianças, que não estavam na manifestação e que queriam seguir viagem. O trabalho da GCM foi desimpedir a pista, mas não o de impedir o protesto”.

Boca: O conflito poderia generalizar entre manifestantes e não manifestantes?
HUDSON PEREIRA – “Se não tivéssemos desimpedido a pista pessoas que queriam chegar aos seus locais de trabalho poderiam descer e poderia acontecer um conflito generalizado entre manifestantes e não manifestantes. Poderia sair muita gente machucada. Como os manifestantes não retrocederam e quiseram impedir que o fluxo dos coletivos seguisse normalmente a GCM teve que usar a força moderada para garantir o direito de “ir e vir” que estava sendo violado. Liberamos a via e os ônibus seguiram. Em seguida chegaram os ônibus que os manifestantes estavam esperando. A manifestação se dissolveu e a vida na Capital voltou à normalidade”.

Boca: No vídeo que fizeram circular nas redes sociais parece que o protesto era político e exagerado…
HUDSON PEREIRA – “Foi a impressão que deixou. Muito triste ver manifestações que não espelharam a realidade dos acontecimentos. Agimos em defesa da sociedade porque somos o último recurso em situações de conflito como a que ocorreu. Ninguém é impedido de se manifestar, desde que que não impeça as pessoas de ‘ir e vir’”.

Boca: Algo mais?
HUDSON PEREITA – “O vídeo, que soltaram nas redes sociais, não espelhou a realidade dos fatos, prejudicando os GCMs que estiveram no estrito direito de garantir a legalidade de trânsito livre daquela maioria que estava indo em direção ao trabalho. O Sindicato se manifesta em apoio aos associados, garantindo-lhes o direito de defesa e lhes reforçando a missão de suas atitudes legítimas. Esperamos que compreendam isso e que se faça justiça aos nossos irmãos de farda”.

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