Lutadores de MMA arriscam a vida para perder peso em poucos dias

Dietas restritivas em carboidratos, limitada ingestão de água e exercícios feitos dentro de saunas são métodos perigosos para lutadores e mais ainda para quem não é atleta

Para conseguir bater o peso de 63,5kg e lutar no UFC Brasília do próximo sábado, a brasileira Cris Cyborgassociou uma dieta rígida ao uso de anticoncepcional para “secar” 11,3kg em apenas cinco dias. Apesar de conhecidos, os riscos envolvidos em drástica e repentina perda de peso exigem todo o acompanhamento médico, cuidado, foco e disciplina de lutadores que são treinados e testados ao extremo. Ou seja, tentar repetir estes métodos para entrar em forma é algo ainda mais temerário, tanto pelas pessoas sedentárias como por aqueles que fazem exercícios regularmente.

Isso porque o polêmico corte de peso é comum  para competidores que precisam estar no limite exigido pela categoria em que lutam. Um hábito dentro do MMA que separa os atletas segundo o peso, mas que divide opinião de especialistas. Muitos atletas, inclusive, usam a tática de atuar em divisões menores, eliminando o máximo possível de massa antes da pesagem e ganhando-a novamente em um curto espaço de tempo – tudo para estar mais pesado que o seu oponente no dia decisivo de subir ao octógono.

Alguns problemas chamaram atenção. Em julho deste ano, circulou a imagem da ex-campeã do peso-galo do UFC Miesha Tate. Na foto, a lutadora aparece deitada no chão sobre uma toalha, aparentemente em grande sofrimento, enquanto era preparada uma banheira quente para que ela suasse mais, na madrugada do dia da pesagem. A própria Cris Cyborg já apareceu em um vídeo em que chegou a chorar para diminuir o peso. Em 2014, o brasileiro Renan Barão  desmaiou durante processo de cortar peso e ficou fora da luta pelo cinturão.

– Atletas que praticam esportes com categorias por quilos deveriam ficar mais próximos de um peso e composição corporal que possam ser mantidos ao longo do ano, não comprometendo a força, potência, velocidade, reflexo e, acima de tudo, a saúde. Não deve ser feito por indivíduos “normais” sem qualquer acompanhamento. Os risco são ainda maiores e às vezes irreversíveis – explicou a nutricionista Cristiane Perroni, especialista do Eu Atleta, sobre a dieta dos lutadores.

Fonte: Ge

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