Jornal: para livrar dirigentes, Barça fará acordo com Justiça por caso Neymar

De acordo com o “La Vanguardia”, clube catalão pagará R$ 19 milhões de multa por infrações na contratação do brasileiro, tirando atual e ex-presidente do processo

O processo envolvendo a contratação de Neymar, em 2013, passará a trazer menos dor de cabeça para a diretoria do Barcelona. É o que afirma o jornal “La Vanguardia” nesta sexta-feira, apontando que o clube entrará em acordo com a Justiça espanhola para tirar do processo o atual presidente, Josep Maria Bartomeu (vice na época do negócio), e o ex-mandatário Sandro Rosell. Para isso, pagará uma multa de € 5 milhões (R$ 19 milhões).

O acordo será submetido à votação entre os diretores nesta sexta, de acordo com o jornal. Tudo teria sido costurado pelos advogados do clube junto à Receita Federal e à Promotoria do Estado, após longa negociação. Aprovado pelo conselho, o acordo precisará ser apenas assinado pela presidência – selando, assim, a conciliação definitiva.

O principal ponto do acordo seria justamente tirar Bartomeu e Rosell da posição de réu, deixando apenas o Barcelona, como pessoa jurídica, como acusado de fraude fiscal na contratação do astro brasileiro. O fiscal José Perals havia solicitado à Justiça pena de dois anos e três meses para o atual presidente e sete anos e seis meses para o ex-comandante do clube, que renunciou ao cargo em janeiro de 2014 – logo depois do caso vir à tona.

O próprio clube – que estaria reconhecendo o erro de pagar os impostos incorretamente pela transferência do jogador – deve receber uma pena muito menor do que a prevista originalmente: a multa de € 63 milhões (R$ 242 milhões) cairia para cerca de € 5 milhões. Neste sentido, a Justiça estaria aceitando a versão de que os € 40 milhões (R$ 154 milhões) pagos à empresa N&N, do pai de Neymar, entraram na categoria salário, e não transferência.

A aceitação de tal versão poderia ajudar o clube também em outro processo, aberto pela DIS na Justiça espanhola, em que a empresa acusa não ter recebido o pagamento devido por sua porcentagem nos direitos econômicos do jogador. O grupo solicita receber 40% também sobre os € 40 milhões pagos ao pai de Neymar, não apenas sobre os € 17 milhões (R$ 65 milhões) desembolsados pelo Barça ao Santos.

Fonte: GE

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