GRUPO DOS CINCO. A alta concentração de poder pode ocasionar debandada no PSDB

Depois da derrota nesta Capital e em Dourados, justamente os dois maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul, o PSDB poderá experimentar já a partir do próximo ano uma debandada espetacular de suas fileiras.

E não será pelas modificações que o governo precisa fazer para imprimir maior dinamismo e agilidade nas ações governamentais. Será pela altíssima concentração de poder em apenas “cinco” pessoas, o que tem levado ao descontentamento significativa parcela de colaboradores dentro do partido tucano.

FORÇA CONCENTRADA

Reclamam os “tucaninhos” que a altíssima concentração de salinidade política tem desestimulado o crescimento de pessoas dentro do partido.

O chamado “G-5” caminha hoje pelas mãos do governador Reinaldo Azambuja – que seria o natural – e permeado pelos Srs. Sérgio de Paula, Chefe da Casa Civil; Valdir Neves e Marisa Serrano, conselheiros do Tribunal de Contas e Márcio Monteiro, deputado federal e secretário de Fazenda estadual.

Detectada a diáspora que poderá enfraquecer o partido para a reeleição em 2018, a ordem é desconcentrar sem que o G-5 se desfaça, tanto é, que Sérgio de Paula deverá passar a secretário pessoal do governador; Márcio Monteiro deverá reassumir sua vaga na Câmara Federal e Valdir Neves juntamente com Marisa Serrado deverão gravitar mais distante do partido, a fim de abrirem espaços.

CONSEQUÊNCIAS FUTURAS

Essa alta concentração de poder em apenas cinco mãos tem levado lideranças estaduais ao desestímulo. Preocupado em apagar sucessivos incêndios que estão estourando aqui e acolá, o governador não tem tido o tempo necessário para suas andanças e contatos, deixando os companheiros à mercê dos atrativos políticos, comuns no fechamento deste ano difícil.

Comenta-se que Reinaldo Azambuja poderá sentir as sucessivas baixas que estão sendo programadas para o início de 2017, e a tendência será refletir na sua reeleição em 2018, podendo o brilhante governo atual não passar destes quatro anos.

Por enquanto o que se sente é a insatisfação nas fileiras do time “tucano”, mas elas certamente serão efetivadas a partir do próximo ano quando começará seu jogada no tabuleiro político a reeleição. E, segundo dizem, tem muita gente – mais do que se espera – afivelando espontaneamente as malas.

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