Dados indicam dificuldade de intervenção antes do desfecho fatal
O feminicídio registrado em Selvíria na segunda-feira (23) reacende o alerta sobre a violência de gênero em Mato Grosso do Sul, estado que frequentemente aparece entre os que possuem maiores taxas proporcionais desse tipo de crime no país. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que a maior parte dos casos ocorre dentro da residência das vítimas, evidenciando o ambiente doméstico como principal cenário das agressões, como no episódio recente envolvendo uma mulher de 57 anos.
Outro fator preocupante é que cerca de 80% das vítimas não haviam registrado boletim de ocorrência anteriormente contra o agressor, o que dificulta a atuação preventiva das autoridades e contribui para a repetição do ciclo de violência. O feminicídio é classificado como crime hediondo no Brasil, com penas que podem chegar a até 30 anos de reclusão, especialmente em situações com agravantes, como idade avançada ou condição de vulnerabilidade da vítima.
Especialistas apontam a necessidade de ampliar políticas públicas de proteção, incentivo à denúncia e fortalecimento das redes de apoio para reduzir os índices e evitar novas tragédias no estado.
