Exército nega à prefeitura desconto para recapear vias da Capital

CMO diz que para reduzir valor, serviços têm de ser cortados; recapeamento está orçado em R$ 24 milhões

Para reduzir o valor investido no recapeamento do corredor sudoeste do transporte coletivo, a Prefeitura de Campo Grande terá de cortar serviços. Por meio da assessoria de imprensa, o Exército, responsável pela obra, informou que não há como dar o desconto pedido pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), a não ser que o projeto seja revisto.

“O orçamento apresentado pelo Exército seguiu metodologia aprovada pelo Tribunal de Contas da União, mediante Acórdão 1399, de 16 de junho de 2010. Portanto, uma eventual redução de preços está associada, obrigatoriamente, a uma redução de serviços”, diz a nota enviada à reportagem.

A prefeitura firmou convênio no dia 25 de agosto do ano passado para que o Exército executasse o recapeamento das avenidas Bandeiranntes, Marechal Deodoro e ruas Brilhante e Guia Lopes.

Pelo acordo, o município repassa os recursos para custear a troca da pavimentação, enquanto a mão de obra e equipamentos é oferecida pelos militares. Além disso, a compra do material também fica sob a responsabilidade do CMO (Comando Militar do Oeste).

A previsão era que a obra começasse em novembro do ano passado, mas o início atrasou e a Caixa Econômica Federal exigiu uma revisão nas planilhas de custos para liberar os R$ 19,5 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade Urbana reservados para o recapeamento.

Além disso, o prefeito afirmou que estava negociando um desconto no custo total da obra, orçada em R$ 24 milhões. Na segunda-feira (23), o secretário municipal de Obras, Rudi Fiorese, explicou, por meio de assessoria de imprensa, que o custo total está maior do que empreiteiras cobrariam para fazer a obra e afirmou que iniciou negociação com o Exército para conseguir desconto de R$ 2,1 milhões no convênio, assim a prefeitura teria de desembolsar só R$ 2,4 milhões.

Sobre as negociações, o Exército confirmou que já ocorreram duas reuniões com a equipe da prefeitura. “Nessas oportunidades, o 3º Grupamento de Engenharia apresentou à nova equipe de governo municipal as principais características do plano de trabalho firmado em 25 de agosto de 2016”.

Mas, descartou a possibilidade de refazer o orçamento sem que o convênio tenha de ser revisto. “Caso a prefeitura opte por uma redução nos serviços, essa situação deverá ser reavaliada pelo Exército, para confirmar a exequibilidade do termo de cooperação”, informou o CMO em nota.

Andamento – O Comando Militar do Oeste informou que a previsão é de começar o recapeamento pela rua Guia Lopes, em fevereiro deste ano e que já até iniciou os processos licitatórios para a compra do material, além da contratação de serviços e capacitação dos militares que vão “colocar a mão na massa”.

Um canteiro de obras também começou a ser instalado na sede do 9º Grupamento Logístico.

Fonte: Campo grande News

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