EVANDER VENDRAMINI – DEPUTADO ESTADUAL

FIM DA INDÚSTRIA DE EMPRÉSTIMOS A IDOSOS

EVANDER VENDRAMINI DURAN (55), Advogado, Natural de Monte Aprazível-SP, chegou em MS no ano de 1982. Trabalhou na Livraria e Gráfica Rui Barbosa, do saudoso Nerone Maiolino e foi bancário em Campo Grande e em Rio Branco/Acre, até chegar a Corumbá em 1988, onde se estabeleceu como comerciante junto com seus irmãos, conhecendo Regina Pannovitch, com quem se casou. O casal tem dois filhos: Leonardo e Ludmylla. Foi Vereador em 2005 em Corumbá, reelegendo-se em 2008, 2012 e 2016, ocupando cargos importantes na Mesa Diretora do Legislativo corumbaense tais como: 1º Secretário (2005/2006); Vice-Presidente (2007/2008); Presidente (2011/2012) e presidiu novamente a Casa em 2017/2018, elegendo-se para o cargo de Deputado Estadual. Na ALMS trabalha pelo desenvolvimento do Estado, particularmente pela região que o elegeu.

*Por B de Paula Filho

Boca: O senhor apresentou um projeto que pretende acabar com a farra das financeiras que endividam principalmente os aposentados. Vamos falar sobre isso?
DEP. EVANDER VENDRAMINI – “Esse projeto visa acabar com tais abusos. Financeiras usam de artifícios e recursos como serviços de telemarketings que, aproveitando-se da desinformação de aposentados ou pessoas de idade avançada, os influenciam e incentivam ao endividamento além das suas capacidades. Quando vão sacar suas aposentadorias ou pensões percebem que aquilo que recebem não lhes garante mais a sobrevivência mínima devido às prestações e altos juros”.

Boca: E como conter esses artifícios do chamado dinheiro fácil?
Dep. EVANDER VENDRAMINI – “Tenho recebido relatos de pessoas que chegam a ter 10 (dez) empréstimos, ficando sem nada para receber ao final de cada mês. Nossa lei só permite que empréstimos sejam contraídos pessoalmente, atendidos por pessoas gabaritadas capazes de explicar as consequências de empréstimos feitos sem o mínimo planejamento financeiro e as graves consequências futuras. Pessoas, muitas vezes, são influenciadas por parentes ou filhos a contrair empréstimos devido às facilidades criadas por financeiras tornando a sobrevivência dos aposentados um autêntico calvário a cada final de mês. É, pois, necessário uma legislação capaz de coibir ou pelo menos cientificar a pessoa do risco futuro. Isso foge à conversa-eletrônica e passa para a forma pessoal possibilitando tirar dúvidas”.

Boca: Sua Lei prevê o grau de endividamento da pessoa que vai realizar o empréstimo?
DEP. EVANDER VENDRAMINI – “Existe uma lei federal determinando que apenas 30% do salário da pessoa pode ser comprometido, mas há relatos de pessoas com 90% do salário comprometido. Isso demonstra um descontrole financeiro prejudicial àqueles que contraem empréstimos. Não há um critério que estabeleça limite de endividamento e nem existe conferência de contracheque quando essa pessoa recebe. Ela vai ao caixa eletrônico e disponibilizado o limite, muitas vezes, na necessidade ela acaba contraindo novo empréstimo. A dívida se transforma numa bola de neve com juros sobre juros”.

Boca: Quais os artifícios que convencem a pessoa pegar empréstimo?
Dep. EVANDER VENDRAMINI – “Contato telefônico, moça ou rapaz de voz bonita, capaz de influenciar a pessoa ao endividamento. Esse endividamento, numa idade que na maioria das vezes a pessoa precisa de dinheiro para a sua manutenção pessoal e da sua saúde com compra de remédios, etc, praticamente liquida a tranquilidade e a vida daqueles que acabam caindo nessas armadilhas”.

Boca: Quais as limitações e multas impostas no seu projeto?
Dep. EVANDER VENDRAMINI – “As penalidades vão das advertências às multas de 200 a 400 UFERMS, e finalmente a suspenção do alvará de funcionamento em caso de reincidências. Se persistirem as reclamações haverá a suspensão do alvará de funcionamento no Estado. O bolso é o ponto mais sensível de todos nós. Em Corumbá, por exemplo, fui autor da lei dos bancos, mas como as multas de R$ 2 mil não funcionaram, elas foram reajustadas para R$ 10 mil e a coisa começou funcionar satisfatoriamente”.

Boca: Algum outro projeto de Lei?
Dep. EVANDER VENDRAMINI – “Um projeto de indiscutível necessidade é aquele que apresentei na quarta-feira (13/03), que obriga bancos e shoppings manter um tradutor e intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para atendimento às pessoas surdas, surdas-cegas ou deficientes auditivas”.

Boca: Algo mais?
Dep. EVANDER VENDRAMINI – “Quero agradecer a oportunidade de falar com os ouvintes da FM-101.9, colocando nosso gabinete à inteira disposição de todos, sempre no sentido de promover o bem-estar e o engrandecimento deste Estado. Muito obrigado”.

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