Escolas de Autoria promovem protagonismo juvenil e formação humana no ambiente escolar

Foto: Saul Schramm

Em 2020 a rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul terá aumento de 55% na oferta de ensino de tempo integral. A ampliação do Programa Escola de Autoria representa muito mais que o número de vagas, mas também a expansão de um método de ensino que envolve toda a comunidade escolar e tem apresentado resultados que impactam na sociedade de forma positiva.

Jovens entusiasmados, índices de aprovação em alta, taxas de reprovação e abandono em queda, famílias envolvidas no processo de aprendizagem. Tudo isso é resultado do ensino público de tempo integral, que promove a educação pela pesquisa, desenvolve o protagonismo dos estudantes com a participação de toda a comunidade escolar, e prepara jovens para o futuro.

Com capacidade para 430 alunos, a Escola Estadual Emygdio Campos Vidal foi uma das primeiras escolas da Capital a implantar a proposta de ensino. Segundo a diretora Fernanda Alves Bucalom Serafim, os resultados são em diversas áreas. “Hoje a nossa escola está entre as 10 com maior IDEB do Estado. Ao termino de 2017 para 2018, 60% dos nossos alunos entraram nas universidades federais. Mas 96% entraram em alguma universidade. Então a gente visualiza que independentemente do projeto de vida dele [aluno], do sonho que ele tem, nós estamos conseguindo fazer com que eles alcancem os seus objetivos”, destaca.

Na Escola Estadual Severino Ramos de Queiroz, a estudante de 16 anos Fátima Maria Alves Lino destaca as vantagens do ensino integral. “É uma escola onde proporciona aos alunos desenvolver o seu projeto de vida. Isso instiga o aluno a pensar realmente o que quer, a explorar os professores e toda a escola para planejar o seu futuro”. A mãe Ivanilda conta que a filha sempre estudou em boas escolas públicas, e que a escola de autoria veio para potencializar a qualidade do ensino. “Eu vejo que aumenta a visão de mundo, dá independência e direcionamento”.

O aumento das vagas no ensino de tempo integral nos últimos anos contribui, inclusive, para a melhoria de índices gerais da rede estadual de ensino. Os números de aprovação, por exemplo, aumentaram cerca de 7% em quatro anos, o que representa em torno de 16,1 mil alunos no universo dos 230 mil. Enquanto isso, a taxa de reprovação e abandono, que era de 24,59% em 2015, passou a ser de 13,15% em 2019.

Os resultados são consequência de diversos fatores, entre eles a dedicação e comprometimento dos profissionais que atuam em sala de aula. “Temos capacitações frequentes, formação adequada, oportunidade de vivenciar palestrantes de fora do Estado, inclusive de fora do país, que faz com que o profissional entenda que o conhecimento humano dele é tão rico quanto o conhecimento acadêmico, e se ele conseguir aliar os dois vai gerar aprendizagem de mais eficiência nos estudantes”, frisou a diretora Fernanda.

AMPLIAÇÃO

Considerada a maior ampliação desde o início do programa no Estado – em 2017 – o ensino de tempo integral será aplicado em 42 escolas e estará presente em 22 municípios este ano. No ano passado o ensino era ofertado em 27 escolas de 16 cidades.

A expectativa do Governo do Estado é de que o modelo atinja o maior número de estudantes. “Até 2022 teremos 185 escolas de tempo integral em Mato Grosso do Sul. Faremos uma progressão nos próximos anos até chegar a 185 escolas”, destaca a secretária de Educação, Maria Cecilia Amêndola da Motta.

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