Crise Financeira impulsiona crescimento de favelas nas periferias de Campo Grande

Diante da crise econômica e associada a deficiências crônicas nas políticas habitacionais que impulsionaram o crescimento de favelas em Campo Grande. Os dados de até ontem revelam que 619 famílias, que corresponde a 2,5 mil pessoas, ocupou áreas correspondentes as periferias da Capital. O agravante é que construíram moradias improvidas que na sua maioria até traz risco ao próprio morador.

Isso mostra o reflexo da capacidade de pagamento referente ao aluguel, que resulta na ausência do poder público nos últimos anos quanto à construção de casas populares. Vemos este incapacidade quando ao número de 5.469 casas, número este sete vezes menor que déficit habitacional estimado para o município de 42 mil unidades.

Houve desde o inicio da ano três áreas ocupadas: Conjunto Paulo coelho Machado (400 famílias), Jardim das Macaúbas (192) e no Jardim Samambaia I (27). No primeiro caso, a ocupação fica ao lado de condomínio, inicialmente de responsabilidade da construtora mexicana Homex, que declarou falência e deixou a cidade sem entregar parte dos imóveis. A favela em processo no Jardim Macaúbas, ocupada desde sábado, fica em terreno onde funcionava um clube particular. A terceira área seria, em princípio, sem dono – conforme populares, os antigos proprietários faleceram há muito tempo sem deixar herdeiros e o local ficou abandonado.

Na edificação das casas, os moradores demonstram relativa organização: os terrenos são “loteados”, há previsão de espaços para ruas e diversas moradias são de alvenaria. No Jardim Samambaia I, por exemplo, as famílias projetaram de início, cinco ruas separando os blocos de imóveis. No local, também ficou consensuado que não se pode construir barracos de lona.

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