COM O PÉ NA ROÇA… “Depoimento conta a saga do deputado Zé Teixeira”.

Filho de pais baianos, José Roberto Teixeira (DEM) é hoje um dos mais importantes homens públicos de Mato Grosso do Sul. Reeleito “sete vezes” deputado estadual, ele nunca se desligou das lides do campo. Sério, de risada quase imperceptível o Zé não é homem de conversa fiada.
Nesta semana, gravou um video depoimento sobre sua vida, resumindo em minutos a história do menino cujos pais migraram da Bahia para o Noroeste do estado de S. Paulo, até então uma região a ser desbravada.
Seu Jonas – o Patriarca – sempre foi um exemplo de coragem, fé e fibra. Se casou em Guanambi-BA, onde os filhos nasceram. Depois de uma desavença política em 1944, veio de “mala e cuia” para Presidente Venceslau-SP, onde morou por dois anos, até se mudar para Santo Anastácio-SP, onde fixou residência por 18 anos em Ribeirão dos Índios.
Com o pai agricultor, o garoto Zé aprendeu a lida campeira. Aos 7 anos de idade cavalgava na garupa de cavalo aprendendo a lida do pai e dos tios o que o fez se apaixonar pela lavoura e a dura lida com o gado de corte e leiteiro.
Da roça para o estudo na cidade, o garoto esperto e prestativo concluiu o primário iniciando a “Admissão ao Ginásio”, um “vestibulinho” que filtrava os aptos a prosseguir os estudos nas escolas estaduais. Apaixonado pelos campos e as lidas campeiras, Zé assumiu seu destino. Abandonou os estudos indo viver com o tio em Ribeirão dos Índios.
“Foi uma fuga” reconhece ele. As roupas foram num saco transformado em mala. Deixou o conforto da cidade para morar na fazenda com o tio Guilherme num ranchinho tosco de lascas de coqueiro coberto com sapé. O tio o acolheu, reintroduzindo-o nas lidas campeiras do gado e demais atividades.
O tio era um pescador nato, relembra Zé, das barrancas do famoso Rio do Peixe de pescarias fartas. Zé sempre foi um apaixonado pelas boas amizades. Está casado há 59 anos com D. Ivanilde e possuem um casal de filhos, netos e bisnetos que “não são adeptos à política”. Em 24 anos de vida pública D. Ivanilde veio, se muito, a apenas 4 solenidades nesta Capital.
A FAMÍLIA
Zé Teixeira tem hábitos caseiros. Permanece com a família de sexta a segunda percorrendo suas propriedades, sempre acompanhado dos familiares.
Também não tem dia para enfrentar o batente. Para ele “qualquer dia é dia” para trabalhar, percorrer fazendas, fazer novas amizades, visitar amigos e correligionários”. Outro traço da Família Teixeira é a religiosidade.
Seu filho Nilson é sua cópia perfeita. Forjado na mais dura têmpera do trabalho e amor ao próximo, homem sério nos negócios. Zé não cansa de elogiá-lo.
Os netos e netas são outro orgulho aos quais Zé Teixeira se refere a eles de forma mui carinhosa no documentário.
HOMEM REALIZADO
No vídeo documentário Zé Teixeira faz um retrospecto em 7 minutos sobre sua vida. Vai dos tempos de criança à adolescência e até seus dias atuais. Confessa ser orgulhoso da sua trajetória como homem do campo, acostumado à dura lida com gado. Sabe que seu sucesso foi construído sobre o trabalho. Encara a política como a arte de aproximar pessoas e prestar serviços àqueles que dependem a ação dos que os representam a fim de que se possa dar sentido à vida, construir o progresso e disseminá-lo indistintamente.
Fala no vídeo documentário sobre a arte da política que, quer gostemos ou não, é a arte da convivência em casa ou na sociedade. “A política é a arte de divergir de ideias, cultivando a boa convivência e o respeito; procurando sempre um caminho capaz de contemplar a todos indistintamente e convergindo para um lugar comum”.
-Nunca fui político. Nem sabia o que era isso. Um dia me filiaram e me fizeram político”, diz ele. Em 1994 conquistou seu primeiro mandato. Hoje está no sétimo. É uma liderança entre as lideranças rurais. Encarna na Assembleia a voz e as necessidades da classe produtora sul-mato-grossense.
Percorre sistematicamente nossos 79 municípios onde tem amigos que admiram sua forma de fazer política e que confiam no seu mandato como um porta-voz da laboriosa classe fazendeira deste estado.
Por onde passa é abraçado, especialmente por crianças que ouvem falar de um homem bom, parlamentar de respeito e palavra. As crianças, os idosos e todos os demais fazem parte da graça dele estar na vida pública.
Ser um homem de palavra, inflexível nas suas decisões e voltado ao interesse comum, são as marcas indeléveis desse parlamentar. Confessa que trabalha e luta por um País melhor para todos. “Sem a família tudo é nada”, diz ele abrindo aquele sorriso ao completar seu depoimento. (BPF).

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