Com mudança de modalidade, Afrangel pode ampliar número de atendimentos às crianças

Fotos: Chico Ribeiro

Os projetos sociais do Governo do Estado, como o Programa Rede Solidária, e também da Prefeitura de Campo Grande, serão utilizados como suporte às crianças que, hoje, são atendidas pela Afrangel (Associação Franciscanas Angelinas) em Campo Grande. A instituição, depois 22 anos dando assistência às crianças soro positivo e seus familiares, mudará a modalidade de atendimento semiaberto para o sistema de visitas domiciliares. Com isso, as crianças deixarão de frequentar o espaço da Associação para participarem de atividades em outros locais. A expectativa é de aumentar o número de crianças assistidas, segundo a direção da entidade.

A primeira dama, Fátima Azambuja, acompanhada do chefe de gabinete do governador Reinaldo Azambuja, Carlos Alberto de Assis, estiveram na Afrangel, na tarde dessa quinta-feira (24.01), em reunião com as religiosas responsáveis pelo local, a fim de oferecer apoio e auxílio nesse momento de transição. “Estaremos de portas abertas para dar o suporte que for preciso, incluindo todos os projetos sociais que o Governo do Estado, por meio da  Secretaria de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast) oferece à comunidade”, disse a primeira-dama.

Conforme avaliação da titular da Sedhast, Elisa Cléia Nobre, as atividades oferecidas pelo Programa Rede Solidária irão acolher as crianças e prover de todo cuidado necessário. “O Rede Solidária será uma forma excelente de atendimento a essas crianças e também às famílias”, disse ela. O deputado Paulo Correa, parlamentar que já destinou diversas emendas à Afrangel, disse que é possível continuar o trabalho de excelência feito pelas irmãs. “É um trabalho fantástico. A Assembleia Legislativa estará sempre de portas abertas”.

No encontro, Carlos Alberto afirmou que as crianças não podem deixar de receber toda a assistência que merecem e precisam. “É importante que sejam analisadas todas as propostas e opções de projetos onde essas crianças possam ser inseridas, para dar suporte ao trabalho das irmãs”, afirmou.

Irmã Gilda Campos: “Acreditamos que esse número de atendimento cresça, já que teremos muitos dias para realizar as visitas”.

Conforme as religiosas, a maior parte das crianças atendidas hoje pela associação são moradoras do bairro Noroeste, na Capital, onde está uma das unidades do Rede Solidária. “Interessou muito a parceria com o Programa Rede Solidária, do bairro Noroeste, já que muitas das nossas crianças são de lá”, disse a irmã Madalena Aparecida da Silva, diretora da Afrangel.

A irmã Rosane Garlet, que veio da Congregação Franciscana Angelina de São Paulo, afirmou que a obra continua, mas apenas nessa modalidade. “Não estamos fechando as portas, vamos continuar a nossa missão. Devido aos gastos, o caminho foi mudar a modalidade de atendimento. Ainda não temos muitas definições porque se trata de um processo de transição. Mas as crianças e os pais já estão sendo orientados sobre como funcionará a partir de agora”.

Hoje, 45 crianças recebem atendimento pela Afrangel. Com a mudança, o número deverá ser ampliado, afirmou a irmã Gilda Campos. “Acreditamos que esse número de atendimento cresça, já que teremos muitos dias para realizar as visitas”.

Desde 1997 a entidade ajuda crianças soro positivas encaminhadas, na maioria dos casos, pelo Juizado da Infância e Juventude. “Muitas crianças atendidas não têm pais, ou os pais são usuários. É uma realidade bem difícil”, disse a irmã Gilda.

Rede Solidária

O Programa Rede Solidária foi criado em 2015 e oferece atividades culturais, educacionais e desportivas, além de cursos profissionalizantes. Além da unidade do Noroeste, o Rede Solidária está localizado também no bairro Dom Antônio.

Créditos: Luciana Brazil, Subsecretaria de Comunicação (Subcom).

 

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