CLIMA DE GUERRA NA FRONTEIRA

Para assassinar o narcotraficante Jorge Rafaat usaram até arma de guerra. População está assustada com o clima de violência

Desculpem-nos, mas as fotos sobre a violência reinante na fronteira do Brasil com o Paraguai são necessárias para ver se as autoridades brasileiras e paraguaias se sensibilizam e tomam providências enérgicas e verdadeiras, afim de acabar com esse clima que acabou espantando turistas dessa faixa que se igualou aos temidos morros cariocas.

Na tarde de ontem (15/06) Jorge Rafaat Toumani deixava seu escritório para retornar à sua residência quando seu comboio foi cercado por veículos descaracterizados, na Teniente Herrera, e começou um dos maiores tiroteios já vistos na atualidade, como se houvesse estourado uma revolução.

Rafaat dirigia um veículo importado com super blindagem, porque sabia que estava jurado de morte, além do fato de ser considerado interna e externamente como um dos maiores narcotraficantes da América do Sul, controlando o ingresso de cocaína vinda da Bolívia e da Colômbia, despachando-a de lá para o Brasil que por sua vez abastecia as grandes praças além de ser “exportada” para a Europa.

Dizem que, foi assim que Rafaat deixou de ser um empresário comum para viver uma vida de violência e poder, chegando ao ponto de ter a seu serviço mais de ‘quinhentos’ pistoleiros, efetivo maior que as polícias paraguaia e brasileira juntas.

Jorge que era precavido em sua segurança porque já haviam tentado matá-lo outras vezes, não contava com a surpresa: uma metralhadora ‘ponto 50’, usada nas guerras, capaz de furar a blindagem de tanques e derrubar aviões. Quando a arma – que foi instalada numa caminhonete – começou despejar suas potentes balas, a morte havia chegado para Rafaat, sem apelação.

A violência se seguiu durante a noite juntamente com vários boatos como: “Invadiram o hospital, mataram duas enfermeiras e um médico, além de pistoleiros ligados a Rafaat: MENTIRA!”, mas isso correu nas redes de whatsApp, provocando um clima de medo.

Outra mentira: “Irmão de Rafaat mandou cortar a energia de Pedro juan Caballero! (MENTIRA!). Nada disso aconteceu. Mas é verdade que deram o ‘toque de recolher’ para os moradores das duas cidades (Pedro Juan e Ponta Porã, ligadas por uma avenida, a chamada fronteira seca).

Cerca de 100 pessoas participaram do tiroteio. Trinta participavam da segurança de Rafaat e 70 seriam os encarregados de matá-lo. Confirmadas 4 mortes.

EXAGEROS

A Rede Globo anunciou que “Tanques de guerra estavam guarnecendo a fronteira devido ao fato do assassinato”. Não se trata do assassinato do narcotraficante, mas sim da OPERAÇÃO ÁGHATA que está sendo feita pelo Exército Brasileiro em boa parte da fronteira do Brasil com o Paraguai e Bolívia.

VERDADES

Confirmadas mais 4 mortes do assassinato de ontem, que podem ser de seguranças de Rafaat. Já no presídio do Tacumbú, em Pedro Juan, cinco corpos foram queimados e podem estar ligados a outro assassinato de repercussão na fronteira.

ZONA DE GUERRA

Pedro Juan Caballero é hoje uma zona de guerra. Comenta-se que a cidade estaria sob o ‘toque de recolher’ e que – segundo a própria polícia paraguaia – facções criminosas do Brasil estariam disputando a primazia do tráfico de drogas e armas na região.

REPRESÁLIAS

Jorge Rafaat teve queimadas diversas lojas de sua propriedade. A Pneus Porã – uma ao lado do Max e outra próxima da Receita Federal de Ponta Porã – foram queimadas.

Veja as fotos:

RAFAAT 01 RAFAAT 03 RAFAAT 04 RAFAAT 05 RAFAAT 06 RAFAAT 07 RAFAAT 08

Comentários

Comentários