Bebês são acalmados em redes de balanço em hospital

O Hospital Universitário Cassiano Antonio Morais (Hucam), o Hospital das Clínicas, está usando redes de balanço para ajudar bebês prematuros na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (Utin), em Vitória. A técnica tem ajudado a acalmar os recém-nascidos, melhorar a respiração e os batimentos cardíacos.

Referência em gravidez de alto risco, o hospital instalou redes de balanço para abrigar os bebês nas incubadoras, fazendo com que eles se sintam dentro do útero.

A idealizadora do método, Sheilla Salvador, é técnica de enfermagem do Hucam e pesquisava sobre tratamento humanizado para bebês prematuros em Utins quando leu sobre as pequenas redes.

“Aqui no Espírito Santo o método ainda não havia sido testado em hospitais públicos, mas em outros estados existem muitos relatos de melhoras de bebês que ficavam nas redes”, disse.

Sheilla apresentou a sugestão, que foi acolhida pelas responsáveis técnicas do hospital. Foi ela mesmo quem fabricou as redes e instalou nas incubadoras do hospital. Seis meses depois, a técnica de enfermagem afirma que o saldo do novo método é positivo.

“O comportamento dos bebês  quando estão na rede muda. A respiração e a frequência cardíaca melhoram e o semblante fica mais calmo. Com isso, o gasto energético diminui, ajudando no ganho do peso e na consequente melhora da criança”, explicou Sheilla.

Cuidados
Embora esteja dando certo, o método exige atenção. Os bebês indicados para usar a rede não podem ficar o dia todo. São apenas uma ou duas horas, tempo necessário para acalmá-los dentro da incubadora. Além disso, só podem passar pelo método os recém-nascidos estáveis e com tamanho não arriscado para manuseio.

É o caso do pequeno Calebe. Ele nasceu no dia 14 de julho, com 6 meses e 948 gramas. Desde então se recupera na incubadora da Utin com a ajuda de aparelhos. Só agora, dois meses depois, com mais peso e um quadro estável, ele teve autorização para experimentar o aconchego da rede.

O pai de Calebe, o vigilante  ngelo Bernardes Santana, 26, disse que não conhecia o método, mas que as expectativas são as melhores possíveis. “Ele ficou muito à vontade. A respiração acalmou. Não acho tão surpreendente que ele se sinta bem, já que tem a sensação de estar no útero da mãe”, afirmou.

*Gi ES com informações de Carolina Saitt, de A Gazeta.

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