Astrônomo brasileiro ganha ‘Nobel da Espiritualidade’

O astrônomo e físico brasileiro Marcelo Gleiser, de 60 anos, recebeu nesta terça-feira (19/3) o prêmio Templeton, considerado o “Nobel da espiritualidade”. O brasileiro é a 49ª pessoa a receber o prêmio, sendo o primeiro latino. Dentre os ganhadores anteriores, estão Dalai Lama e Madre Teresa de Calcutá.

Gleiser é carioca e trabalha como professor da Dartmouth College, em Hanover, nos Estados Unidos, onde mora desde 1986. O astrônomo é autor de livros que discutem a origem do universo a partir da ciência e da religião. Dentre os livros mais conhecidos de Gleiser, estão “A Dança do Universo” (da Companhia das Letras) e “Criação Imperfeita” (Editora Record).

Descrito por Heather Templeton Dill, neta do criador do prêmio, em um vídeo divulgado pela Fundação Templeton como sendo “um dos principais proponentes da visão de que ciência, filosofia e espiritualidade são expressões complementares da necessidade humana de abraçar e explorar o desconhecido”, Gleiser receberá US$ 1,4 milhões de dólares (cerca de R$ 5,3 milhões) na cerimônia de premiação ocorre em  29 de maio, em Nova York.

O Prêmio Templeton é uma condecoração anual estabelecida em 1972 pela Fundação John Templeton que é entregue a uma pessoa viva que, na opinião dos juízes, “fez uma contribuição excepcional para a afirmação da dimensão espiritual da vida seja através de uma introspecção, descoberta ou trabalhos práticos”. Uma curiosidade é queTempleton, que chegou a ser cavaleiro da Rainha da Inglaterra, estabeleceu que o valor do prêmio fosse ajustado de maneira que exceda o montante dado pelo Prêmio Nobel, uma vez que Templeton sentia que a “espiritualidade era ignorada” nos prêmios Nobel.

Em seus livros, Marcelo Gleiser demonstra que a ciência e as religiões tentam responder a perguntas muito similares sobre a origem do universo e da vida. Agnóstico, ele diz manter a “mente aberta porque entende que o conhecimento humano é limitado”. “Devemos ter a humildade para aceitar que estamos rodeados de mistério.”

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